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Candidatos burlam lei e impulsionam posts no dia da eleição

Reportagem identificou casos por meio da plataforma Biblioteca de Anúncios, do Facebook

7 out 2018
18h05
atualizado às 18h16
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Candidatos estão impulsionando publicações pagas no Facebook em seus nomes mesmo no dia da eleição. A reportagem do Estado identificou os casos por meio da Biblioteca de Anúncios do Facebook.

A resolução nº 23.551 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que fala sobre propaganda eleitoral, diz que é crime, punível com detenção de seis meses a um ano, com alternativa de prestação de serviços à comunidade, a publicação de "novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos nas aplicações de internet."

Candidatos usam rede social para impulsionar post
Candidatos usam rede social para impulsionar post
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão Conteúdo

É o caso do candidato a deputado federal Netinho Lapenda, do Pros em Pernambuco, que pagou para impulsionar uma foto dele, depois de ter votado, com seu número. "Voto na urna!!!!"

O candidato a deputado estadual pelo PSL no Rio de Janeiro vereador Poubel também impulsionou duas postagens, com vídeos em que pede votos, ambas iniciadas neste domingo.

Celso Adame, candidato a deputado estadual de Rondônia pelo PSL, também pagou para impulsionar um vídeo defendendo sua candidatura.

Outros candidatos também fizeram propaganda no dia 6 e pagaram para que ela continuasse no ar neste domingo mas, neste caso, a resolução diz que não há irregularidade. Mesmo assim, praticamente todos os candidatos retiraram do ar seus anúncios no dia 6. É o caso de todos os presidenciáveis que tinham anúncios no ar, como Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB), que estavam entre os que mais pagaram para impulsionar suas postagens na rede social.

Procurado, Lapenda disse que não tem assessoria e que o anúncio passou despercebido. "Achei que não poderia fazer campanha e pedir votos, como pode ver, é uma imagem com minha filha na seção de votação após às 15:00. Imediatamente pausei quando soube através de você." O Estado tentou contato com Poubel e Adame, mas não teve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.

Veja também:

 

Estadão

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