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Calor e fumaça dificultam início da perícia de incêndio no Hospital Badim, no Rio, diz delegado

Onze pessoas morreram na tragédia e pacientes tiveram de ser transferidos para outros hospitais

13 set 2019
10h56
atualizado às 17h50
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RIO DE JANEIRO - O incêndio que começou na noite de quinta-feira, 12, no Hospital Badim, unidade no Maracanã, na zona norte do Rio, foi controlado, mas os trabalhos de perícia e investigação ainda não começaram por causa do calor e da fumaça que ainda tomam conta do edifício. A informação é do delegado titular da 18.ª Delegacia de Polícia, Roberto Ramos.

"Há muita fuligem, o local ainda está quente, com muita fumaça. Por isso, estamos aguardando para ter um acesso melhor. Estamos conversando com engenheiros para saber o leiaute de toda a estrutura do hospital para encontrar os possíveis focos do incêndio", afirmou Ramos, na manhã desta sexta, 13, na porta do hospital.

Onze pessoas morreram no incêndio e dezenas de pacientes tiveram de ser transferidos para outros hospitais. Na quinta, o Corpo de Bombeiros confirmou a morte de uma pessoa e nesta sexta, de outras dez.

O hospital informou que um curto-circuito no gerador do prédio 1 da unidade de saúde provocou o início das chamas, que espalharam fumaça para todos os andares do prédio. O delegado Ramos evitou antecipar conclusões sobre o foco original do incêndio.

"Estamos verificando essa possibilidade. Sabemos que o fogo chegou ao gerador, mas estamos vendo um foco primário, para saber se realmente foi o gerador ou não", disse Ramos.

Segundo o delegado, os peritos da Polícia Civil ficarão de plantão para fazer a perícia no local do incêndio. Por causa do calor e da fumaça que ainda estão no edifício, Ramos evitou dar um prazo para conclusão dos trabalhos, que, segundo ele, poderão tomar todo o dia de sexta e entrar pelo fim de semana, se for necessário. Ele disse também que a maior dificuldade em fazer a perícia no gerador que teria motivado o incêndio é o fato de a água usada pelos bombeiros atrapalhar a locomoção no local. No momento, seis peritos de áreas diferentes atuam no hospital. A Polícia Civil vai tentar ouvir ainda hoje depoimentos de pessoas que estiveram na unidade na hora do incêndio, como bombeiros e funcionários.

Estadão
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