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Brasileiro que matou tios e primos na Espanha vai a julgamento

Acusação pede que Patrick Gouveia seja condenado a pena de prisão permanente com revisão; julgamento deve durar uma semana

24 out 2018
10h23
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O brasileiro François Patrick Nogueira Gouveia, autor confesso das mortes de seus tios e primos em uma cidade no centro da Espanha, sentará no banco dos réus nesta quarta-feira, 24, dois anos e dois meses depois do crime. O julgamento acontece em Guadalajara e deve durar uma semana.

A acusação pede que Gouveia, que hoje tem 22 anos e será julgado por um júri popular, seja condenado a pena de prisão permanente com revisão, o que significa que ele deve cumprir pelo menos 25 anos de prisão antes da revisão da condenação.

De acordo com a investigação, o jovem foi até a casa onde a família vivia na cidade de Pioz no dia 17 de agosto de 2016 "com o propósito de acabar com a vida" de seus tios e primos. Nos assassinatos, ele utilizou um facão. Gouveia matou a tia na cozinha da casa, com um corte no pescoço. Em seguida, ele degolou os primos, de quatro e de um ano de idade.

Depois, com a intenção de ocultar o crime, o jovem esquartejou o corpo da sua tia e colocou as partes em sacolas plásticas, fazendo o mesmo com os corpos dos primos. Quando o tio chegou na casa, também foi morto a facadas.

Após os crimes, o jovem mandou várias mensagens pelo celular para um amigo no Brasil, relatando os fatos e pedindo conselho. Depois de cometer o crime, Gouveia viajou para o Brasil e acabou detido em 19 de outubro quando retornava à Espanha.

Um mês depois dos crimes, devido ao mal cheiro que exalava do imóvel, as autoridades foram alertadas e entraram na casa, onde encontraram os corpos das vítimas.

Alberto Martín, advogado de Walfran Campos - irmão de uma das vítimas - disse à Agência Efe que acredita que Gouveia confessará o crime durante o julgamento, mas o fará "de forma seletiva, ocultando os fatos mais escabrosos como já fez anteriormente".

O advogado acrescentou que Campos estará presente no julgamento e que os familiares das vítimas estão se sentindo "muito mal" nestes dias, "com muita tensão e desgosto", pois estão "revivendo tudo"./ EFE

Estadão

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