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Bolsonaro não punirá atirador em defesa de propriedade rural

Presidente quer ampliar perímetro permitido para uso de arma no interior da propriedade e que quem usá-la na defesa do patrimônio ou da vida não seja punido. Ele participou nesta manhã de feira em Ribeirão Preto

29 abr 2019
17h02
atualizado às 19h10
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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) quer que o Congresso Nacional aprove medidas para flexibilizar o uso de armas de fogo por produtores rurais. Uma das propostas, que segundo Bolsonaro será posta em votação pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), prevê que o perímetro de uso da arma de fogo para quem tem a sua posse seja a integridade da área da propriedade rural, e não somente uma residência. Bolsonaro também defendeu que não haja punição para proprietários de terras que atirarem contra invasores.

Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro
Foto: Adriano Machado / Reuters

As medidas foram defendidas pelo presidente em discurso no evento Agrishow, realizado em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira, 29.

"A propriedade privada é sagrada e ponto final", disse. Sobre a isenção de punição a quem atirar dentro de sua propriedade, Bolsonaro disse que é "uma maneira que temos de ajudar a combater a violência no campo". "É fazer com que, ao se defender a propriedade privada ou a sua vida, o cidadão de bem entre no excludente de ilicutde, ou seja, responde, mas não tem punição. É a forma que temos de proceder para que o outro lado, que teima em desrespeitar a lei, temam vocês, temam o cidadão de bem, e não o contrário."

Na chegada ao evento, Bolsonaro subiu em uma das máquinas agrícolas e posou para fotos. Entre outros, estava acompanhado da ministra Tereza Cristina, da Agricultura, e dos ministros Augusto Heleno, do Gabinete da Segurança Institucional, e Ricardo Salles, do Meio Ambiente, além do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, e o governador paulista, João Doria.

Estadão
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