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Barragem de Brumadinho era considerada de 'baixo risco' pelo governo

Categoria refere-se à possibilidade de haver algum desastre e rompimento da estrutura; local foi alvo de 'diligência' por especialistas em segurança de barragem em dezembro de 2016

25 jan 2019
16h07
atualizado às 19h19
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BRASÍLIA - A barragem de Brumadinho (MG), controlada pela Vale, está classificada pela Agência Nacional de Mineração (AMN) como uma estrutura de "baixo risco". A categoria refere-se à possibilidade de haver algum desastre e rompimento da estrutura.

Por outro lado, segundo informações do Cadastro Anual de Barragens, o dano potencial que seu rompimento poderia causar é classificado como "alto". A barragem da Vale está localizada em um complexo de minas e barragens de rejeitos. A Vale detém outras estruturas para armazenamento de materiais no mesmo local.

Nesta sexta-feira, a barragem 1 da Mina Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, se rompeu. Segundo a empresa, a área administrativa da empresa foi atingida com funcionários e, portanto, pode haver vítimas. A lama também chegou à comunidade da Vila Ferteco. Por enquanto, duas mulheres foram socorridas e encaminhadas ao hospital.

Fiscalização

A barragem de Brumadinho foi alvo de uma "diligência" por uma série de especialistas em segurança de barragem, em dezembro de 2016. Durante a visita à barragem do complexo Paraopeba, da Mineradora Vale, na mina Córrego do Feijão, os agentes "discutiram e colocaram em prática importantes questões relacionadas a gestão da segurança de barragens debatidas durante as aulas", segundo informações divulgadas à época pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), hoje convertido na Agência Nacional de Mineração (ANM).

O evento vazia parte de uma extensa agenda de um curso sobre segurança de barragens em Minas Gerais. A diretoria de fiscalização da AMN realizava, durante quatro dias, palestras sobre "Segurança de Barragens de Mineração" na Superintendência do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte, ministrado pelo Professor Waldyr Lopes Oliveira Filho, do Departamento de Mineração da Universidade Federal de Ouro Preto.

Participaram da ação 17 agentes do DNPM de 12 Superintendências, além de 14 agentes especializados em geotecnia de cinco superintendências regionais da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). O curso abordou assuntos como mineração e riscos ambientais associados, sistemas de deposição de rejeitos de mineração, noções de projetos de barragens e rupturas de barragens de rejeitos, entre outros.

Estadão
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