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Bandidos assaltam refinaria de ouro, queimam carros e causam terror em Jarinu, em São Paulo

Cerca de 15 homens armados com fuzis participaram do assalto no interior de São Paulo, segundo a Polícia Militar. Houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido

13 jul 2021 08h44
| atualizado às 21h03
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SOROCABA - Moradores de Jarinu, interior de São Paulo, viveram uma madrugada de terror nesta terça-feira, 13, durante assalto a uma fábrica especializada em refinaria de ouro. Cerca de 15 homens armados com fuzis participaram do assalto, segundo a Polícia Militar. Houve troca de tiros, mas ninguém se feriu.

No ataque, os criminosos usaram um drone para visualizar o entorno da fábrica e monitorar eventual aproximação da polícia. Três carros foram incendiados na Estrada Municipal Santo Gastaldi, de acesso ao estabelecimento. Os veículos tinham sido roubados no dia anterior, em Campinas.

Os ladrões deram tiros de fuzil na guarita dos seguranças, derrubaram o portão e explodiram dois cofres. O bando permaneceu mais de uma hora no local e, na fuga, levou um funcionário como refém.

No caminho, os ladrões pararam um carro em que estava um policial militar à paisana e roubaram sua arma, o celular e a chave do veículo. O refém foi libertado em Guarulhos, na Grande São Paulo. Nenhum suspeito desse assalto foi preso.

O bando teria fugido pela Rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas. A PM usou um helicóptero na busca. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da capital foi chamado para retirar uma bomba que não explodiu, deixada sobre a carroceria de uma picape da refinaria.

Até a tarde desta terça, não havia informações sobre valores roubados. A empresa afirmou que não havia ouro no estoque, mas metais de menor valor.

No bairro Alambique, a cerca de sete quilômetros da empresa de joias, Luiz Nobre, de 20 anos, ouviu os primeiros disparos por volta de 0h15. O jovem trabalhava em um supermercado quando parte do bando queimou três veículos em frente ao local para fechar uma das entradas e dificultar a passagem da polícia. Dez colaboradores estavam na loja e buscaram refúgio no depósito. "A gente não sabia do que se tratava. A primeira impressão foi de que estava havendo um assalto a banco", relata.

Melissa Vaciloto, de 17 anos, pensou que eram fogos de artifício, mas foi informada por uma amiga do bairro vizinho da ação criminosa. "Parecia que era na porta de casa", diz a estudante, que ouviu sons ininterruptos de tiros entre 0h40 até 1h30 da madrugada.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a polícia investiga o ataque à joalheria e a dois mercados.

Outro assalto

A refinaria já tinha sido alvo de criminosos em 2012. Naquela ocasião, uma quadrilha com dez integrantes armados de fuzis invadiu o local e fugiu com cerca de dez quilos de metais preciosos. Os funcionários foram rendidos e obrigados a abrir o cofre. Em seguida, foram trancados em um cofre.

Estadão
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