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Brasil registra 404 mortes por covid-19 em 24 horas

14 out 2021 05h47
| atualizado às 06h58
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País já soma quase 601 mil óbitos ligados ao coronavírus. Autoridades confirmam ainda mais de 16 mil novos casos da doença em 24 horas, e total de infectados ultrapassa 21,5 milhões.O Brasil registrou oficialmente neste sábado (09/10) 404 mortes associadas à covid-19, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

Medidas de higiene em escola da Brasília
Medidas de higiene em escola da Brasília
Foto: DW / Deutsche Welle

Também foram confirmados 16.451 novos casos da doença. Com isso, o total oficial de infecções registradas no país desde o início da pandemia chega a 21.567.181, com os óbitos acumulados somando 600.829. Os números não incluem os dados de Ceará e Mato Grosso, por problemas técnicos. Rondônia informou que a Secretaria da Saúde revisou os dados para correção de inconsistências e duplicidades.

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

A média móvel de novas mortes (soma dos óbitos nos últimos sete dias e a divisão do resultado por sete) está em 444, e a média móvel de novos casos, em 15.438.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam quase 713 mil óbitos, mas têm uma população bem maior. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, depois de EUA (44,3 milhões) e Índia (33,9 milhões).

Ao todo, quase 237,5 milhões contraíram oficialmente o coronavírus no mundo, e foram notificadas mais de 4,8 milhões de mortes associadas à doença, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 285,9 no Brasil, a 8ª mais alta do mundo, atrás apenas de alguns pequenos países europeus e do Peru.

O Conass não divulga número de recuperados. Segundo o Ministério da Saúde, 20.665.273 pacientes haviam superado a doença até a sexta-feira.

No entanto, o governo não específica quantos desses recuperados ficaram com sequelas ou outros efeitos de longo prazo. A forma como o governo propagandeia o número de "recuperados" já foi criticada por cientistas, que classificaram o número como enganador ao sugerir que os infectados estão completamente curados da doença após a fase aguda ou alta hospitalar.

Estudos no exterior estimaram que entre 10% e 38% dos infectados sofrem efeitos da "covid longa" meses após o vírus ter deixado o organismo. Um estudo alemão apontou que sequelas podem surgir até mesmo meses depois da fase aguda da doença. Já uma pesquisa da University College London em pacientes de 56 países listou mais de 200 sintomas observados em pacientes com sequelas pós-covid.

av (ots)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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