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Brasil atua para desfazer "opiniões distorcidas" sobre Amazônia e índios, diz Bolsonaro

2 jul 2020
11h36
atualizado às 13h01
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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira durante reunião do Mercosul que seu governo atua para desfazer "opiniões distorcidas" sobre o país em temas como proteção da Amazônia e índios, e fez um apelo para que os presidentes dos países do bloco sul-americano instruam negociadores a finalizar os textos para a assinatura do acordo de livre comércio com a União Europeia ainda neste semestre.

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
17/06/2020 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto 17/06/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Os históricos acordos selados em 2019 com a União Europeia e a Associação Europeia evidenciam que estamos no caminho certo. Apelo a todos os presidentes para que, como eu mesmo fiz, instruam os seus negociadores a fecharem os textos. Atuemos com o firme propósito para deixá-los prontos para assinatura neste semestre", disse.

"Ao mesmo tempo, nosso governo dará prosseguimento ao diálogo, com diferentes interlocutores, para desfazer opiniões distorcidas sobre o Brasil e expor as ações que temos tomado em favor da proteção da floresta amazônica e do bem-estar das populações indígenas", completou ele, durante reunião virtual do Mercosul.

Sob Bolsonaro, o Brasil tem sido duramente criticado na proteção da Amazônia e no cuidado com a população indígena.

O presidente disse que quer levar adiante negociações em aberto para eventuais acordos do Mercosul com o Canadá, a Coreia do Sul, Cingapura e o Líbano, expandir acordos vigentes com Israel e a Índia e abrir novas frentes na Ásia. "Temos todo interesse de buscar tratativas com países da América Central", mencionou.

Em seu discurso, Bolsonaro elogiou a presidência temporária do bloco exercida por Mario Abdo, presidente do Paraguai, por ter feito a reestruturação interna do Mercosul. Ele defendeu o retorno da Venezuela ao caminho da liberdade.

"Não poderia encerrar sem fazer menção à Venezuela, na expectativa que retorne o quanto antes o caminho da liberdade. Nesse mesmo espírito, de valorização da democracia, lamento que o governo da presidente Janine Áñez (da Bolívia), contrariamente à vontade do Brasil, não tenha podido participar de nosso trabalho ao longo do semestre. Continuemos todos a defender, de modo incansável, o compromisso do Mercosul com a democracia", disse.

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