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Anvisa aprova registro definitivo de vacina da Pfizer

Imunizante não está disponível no Brasil

23 fev 2021
10h44
atualizado às 14h06
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro definitivo da vacina anti-Covid desenvolvida pelo laboratório alemão Biontech e pela multinacional americana Pfizer.

Ampola de vacina da Pfizer e da Biontech
Ampola de vacina da Pfizer e da Biontech
Foto: EPA / Ansa - Brasil

O imunizante apresentou eficácia de 95% nos estudos clínicos de fase 3 e já está em uso em países como Chile, Estados Unidos e Israel, além da União Europeia, mas ainda não foi comprado pelo Brasil.

A vacina da Pfizer é a primeira com registro definitivo da Anvisa, já que a Coronavac (Sinovac/Butantan) e a Covishield (Oxford/AstraZeneca/Instituto Serum da Índia) receberam aprovação apenas para uso emergencial, o que impede sua aplicação em clínicas privadas e a vacinação fora dos grupos e prazos pré-definidos.

"O imunizante do laboratório Pfizer/Biontech teve sua segurança, qualidade e eficácia aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa, que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro", diz um comunicado do diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres.

A Pfizer chegou a oferecer 70 milhões de doses para o Brasil ainda no ano passado, com entregas a partir de dezembro, mas o governo de Jair Bolsonaro ignorou a proposta. Em janeiro, o Ministério da Saúde chegou a dizer que os lotes iniciais seriam uma "conquista de marketing" para a empresa e uma "frustração" para os brasileiros, já que não seriam suficientes para imunizar a maior parte da população.

Atualmente, com a escassez de doses da Coronavac e da Covishield, diversas cidades, incluindo o Rio de Janeiro, tiveram de interromper suas campanhas de vacinação contra o novo coronavírus.

O governo Bolsonaro também reclama de uma cláusula que isenta a Pfizer de responsabilidade por efeitos colaterais graves da vacina e de outra que estabelece Nova York como local de resolução de litígios.

No fim do ano passado, o presidente da República ironizou as exigências, dizendo que a multinacional não queria ser responsabilizada se as pessoas virassem "jacarés".

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Ansa - Brasil   
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