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Aliados de Temer admitem que votação da denúncia contra presidente em plenário ficará para agosto

13 jul 2017
11h15
atualizado às 11h39
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Deputados aliados do presidente Michel Temer admitiram nesta quinta-feira que a votação da autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue a denúncia contra ele no plenário da Câmara vai ficar para agosto, disse um parlamentar envolvido diretamente nas discussões.

Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 06/07/2017 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 06/07/2017 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

A avaliação predominante dos aliados de Temer, feita em reunião mais cedo, é que não haverá mais condições para se votar a denúncia na sexta-feira ou no mais tardar na segunda-feira, antes do início do recesso parlamentar.

Os governistas querem derrubar nesta tarde o parecer do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas não haverá tempo hábil para votar o texto logo em seguida.

Os deputados alinhados a Temer consideram que será difícil reunir um quórum mínimo para iniciar a votação -o governo queria que a sessão fosse aberta com 257 deputados, maioria simples, mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), só quer iniciar a análise do caso em plenário com a presença de ao menos 342 deputados -número mínimo para que a autorização eventualmente fosse aceita.

Contra o governo pesa ainda o fato de que a oposição, que reconhece não ter votos no momento para autorizar o julgamento de Temer, não vai contribuir e dar quórum para votar a denúncia em plenário.

O receio do governo de deixar a votação da denúncia para agosto é que novos fatos mudem o humor do plenário e a tendência atual de barrar o aval para que o STF julgue Temer.

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