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Bolsonaro diz a Fox News que esquerda está 'desesperada' para voltar ao poder

Presidente concedeu entrevista para Tucker Carlson no Palácio da Alvorada

30 jun 2022 - 23h21
(atualizado às 23h36)
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Nova York - O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista à emissora de televisão americana Fox News, considerada um veículo conservador, que a esquerda está "desesperada" para voltar ao poder

"Estamos no último ano do meu atual mandato e a esquerda está realmente desesperada porque, apesar de tudo, estamos indo muito bem", disse Bolsonaro, em entrevista ao jornalista americano Tucker Carlson, traduzida para o inglês. "Se eles voltarem ao poder... na minha opinião, nunca mais voltarão ao poder", acrescentou, voltando a fazer críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Se eles voltarem ao poder... na minha opinião, nunca mais voltarão ao poder", disse Bolsonaro. Foto: EVARISTO SA / AFP

Bolsonaro afirmou que o Brasil "é uma potência econômica em si". "Os dez países que temos fronteiras políticas, geopolíticas, físicas não são tão fortes economicamente como o Brasil. Somos a cereja do bolo. O Brasil continua sendo uma democracia, mas corre sério risco de desabar", disse Bolsonaro.

A entrevista do presidente brasileiro foi gravada na quarta-feira, 29, no Palácio da Alvorada, e transmitida nesta quinta, na Fox News, às 20h da costa leste dos EUA (21h de Brasília). O jornalista americano está apresentando o programa do Rio de Janeiro.

Na entrevista, Bolsonaro disse que se for reeleito terá um "apoio substancial" do Congresso. Poderá, assim, conforme ele, aprovar leis sobre armas de fogos, na mesma linha dos EUA.

Questionado sobre o porquê não liberou armas de fogo como o ex-presidente Donald Trump, que teve apoio de Bolsonaro nas últimas eleições nos EUA, o presidente brasileiro afirmou que não conseguiu mudar a lei brasileira, mas sinalizou possível avanço nesse assunto caso seja reeleito.

"E se reeleito, se tudo correr bem, teremos um apoio substancial no Congresso. Seremos capazes de aprovar leis sobre armas de fogo nos mesmos moldes do que nos EUA."

Estadão
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