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Bolsonaro: 'Alexandre de Moraes se comporta como líder de partido de esquerda e de oposição'

Presidente afirma em entrevista que Moraes, Fachin e Barroso 'infernizam' o Brasil e também faz críticas ao presidente do Senado

20 mai 2022 11h09
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BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista ao Correio de Manhã feita na quarta-feira, 18, mas divulgada apenas hoje, o chefe do Executivo afirma que o magistrado se comporta como um líder de partido de esquerda e de oposição e também reitera críticas a outros dois integrantes da Corte, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

"Temos três ministros que infernizam não o presidente, mas o Brasil: Fachin, Barroso e Alexandre de Moraes. Esse último é o mais ativo e se comporta como o líder de partido de esquerda e de oposição o tempo todo", disse o presidente na entrevista. "O poder mais forte nesse momento da República é o Supremo."

Nesta semana, Bolsonaro pediu o afastamento de Moraes das investigações de atos antidemocráticos e fake news e recorreu ao Ministério Público com uma queixa-crime contra o ministro por "abuso de autoridade". O pedido foi rejeitado pelo ministro Dias Toffoli um dia depois, na quarta-feira. Ontem, durante a cerimônia de posse de ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Bolsonaro cumprimentou Moraes, mas se negou a aplaudir o ministro.

O presidente da república, Jair Bolsonaro, cumprimenta o ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a cerimônia de sessão solene de ratificação de posse, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em Brasília, no dia 19 de maio de 2022. Foto: Wilton Junior/ Estadão

Na entrevista, Bolsonaro ainda criticou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). "Não vou negar que apoiei (para eleição ao comando da Casa), não esperava que ele fosse ser tão parcial como está sendo ultimamente. Não quero atrito com ele, mas uma parcialidade enorme", afirmou. "Ele diz que está protegendo o Supremo. Não é atribuição nossa proteger o outro Poder, é tratar com dignidade e isenção, como propriamente diz nossa Constituição."

Estadão
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