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Após votação expressiva, Boulos inicia viagens pelo Brasil

PSOL quer nacionalizar ainda mais imagem de líder do MTST; primeira parada é Belém (PA), onde partido venceu disputa pela Prefeitura

15 dez 2020 13h20
| atualizado às 13h25
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Passadas duas semanas do segundo turno das eleições municipais, o PSOL deu início à estratégia de nacionalizar a figura de Guilherme Boulos, segundo colocado na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Boulos viajou ontem para Belém (PA) acompanhado do presidente nacional do partido, Juliano Medeiros, para encontros com o prefeito eleito da capital paraense, Edmilson Rodrigues (PSOL), e lideranças da esquerda. Uma agenda de viagens pelo Brasil está prevista para início do ano que vem, a depender das condições sanitárias em função da pandemia do novo coronavírus.

Boulos fez uma transmissão ao vivo por meio de suas redes sociais 
Boulos fez uma transmissão ao vivo por meio de suas redes sociais
Foto: Reprodução/ Instagram / Estadão Conteúdo

No Pará, o líder do MTST participou de um encontro com representantes dos partidos que compuseram a aliança que levou Rodrigues à vitória. Único prefeito de capital eleito pelo PSOL em 2020, ele foi um dos poucos candidatos de esquerda que conseguiu reunir um amplo arco de alianças ainda no primeiro turno com o apoio do PT, PDT, PC do B, Rede e UP.

A composição da frente que elegeu Rodrigues reforça a intenção anunciada por Boulos de aproveitar a visibilidade conquistada na eleição paulistana para trabalhar pela unidade da esquerda na disputa pela Presidência em 2022. O PSOL estuda dar um cargo formal a Boulos na direção partidária para facilitar a estratégia.

Um dos objetivos da viagem a Belém é conhecer as primeiras medidas a serem adotadas pela nova administração e difundir pelo restante do país. Na reunião de ontem com representantes dos demais partidos de esquerda, Boulos lembrou que, apesar de ter perdido em várias capitais, o campo teve bom desempenho em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Recife e Fortaleza.

"Eu lembro que quando acabou a eleição de 2018 e o (Jair) Bolsonaro ganhou teve um monte de gente que se apressou para dizer que a esquerda estava morta, que não tinha espaço para as ideias de esquerda e que a gente viveria um período longo de hegemonia dessa visão autoritária, intolerante. Passaram só dois anos e a esquerda ganhou aqui em Belém com o Edmilson, a esquerda foi ao segundo turno em São Paulo, mobilizou, encantou a juventude. A esquerda disputou valores, porque não disputamos só votos. Nossa disputa é cultural¨, disse Boulos.

A ideia inicial do PSOL era iniciar o giro pelo país logo depois do segundo turno mas Boulos foi diagnosticado com a covid-19 três dias antes da eleição e precisou cumprir quarentena.

Estadão
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