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Amoêdo desiste de pré-candidatura à Presidência pelo Novo

Empresário disse que 'ausência de posicionamento transparente' no partido motivou desistência, nove dias após aceitar a indicação

10 jun 2021 23h16
| atualizado às 23h39
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O empresário João Amoêdo desistiu da pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Novo nas eleições de 2022. Amoêdo e o partido anunciaram a decisão na noite desta quinta-feira, 8. O anúncio ocorre nove dias após o Novo anunciá-lo como pré-candidato. A legenda disse em nota que seguirá trabalhando na construção de uma "alternativa ao bolsopetismo para 2022".

O candidato disse, em sua conta oficial no Twitter, que tomou a decisão "após avaliar os acontecimentos subsequentes ao anúncio da minha candidatura". Uma ala do partido é contra a candidatura de Amoêdo, e apoia o deputado Tiago Mitraud (MG) para a disputa.

João Amoêdo teve 2,50% dos votos válidos no primeiro turno em 2018
João Amoêdo teve 2,50% dos votos válidos no primeiro turno em 2018
Foto: Henrique Barreto / Futura Press

"Na minha avaliação, a ausência de um posicionamento transparente, firme e célere da instituição, neste processo, demonstrou a falta de unidade do NOVO quanto ao propósito para 2022", escreveu Amoêdo. "Muito me orgulharia representar o NOVO nesse momento tão importante para o nosso país, mas não há como iniciar essa dura caminhada sem a condição por mim citada quando da aceitação desse convite."

Ele citou uma mensagem em que pediu unidade do partido e respeito a princípios que fundaram o partido. Em nota, o partido agradeceu o empresário, que concorreu à Presidência pelo partido em 2018. "Agradecemos todo o inestimável esforço de João Amoêdo, que se dedica há mais de uma década para a construção e consolidação do Novo", diz a nota do partido.

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, lamentou a decisão e reforçou a mensagem de que o partido seguirá em busca de um nome para a disputa que represente oposição tanto ao presidente Jair Bolsonaro quando ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Pedi a ele que reconsiderasse, mas a decisão já era definitiva", contou, também no Twitter. "Continuamos firmes cumprindo nosso papel na construção de uma via que nos livre de Lula e Bolsonaro."

Estadão
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