A palavra pagode surgiu ainda na época dos escravos, dando nome às festas que aconteciam nas senzalas. Com o tempo passou a designar qualquer tipo de reunião com amigos, comidas, bebidas e música – principalmente o samba.
Com o passar dos anos ganhou vida própria e virou um estilo musical, mais comercial que o samba, com letras românticas e improviso. Muito improviso. Na década de 90 o ritmo dominou as rádios e programas de TV e suas letras começaram a chamar atenção.
Não raro grande parte das composições abusa dos “laia laias” e “lerê leres”, seja para preencher espaços nas letras, fazer a introdução ou mesmo empolgar o público em shows. Na época que estourou na mídia, os programas de humor faziam, frequentemente, referências às letras que “não diziam nada”.
O que antes era motivo de piada agora é sucesso garantido. Além dos grupos de pagode, os sertanejos decidiram seguir pelo mesmo caminho e abusam das letras e trechos de músicas com sons e palavras “sem sentido” - que ainda têm direito a coreografias.
O Terra separou algumas músicas desses dois estilos que as letras “não dizem nada”. Siga com o infográfico e confira!