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Cinema
Lindo de ver, difícil de ouvir

Por Suzana Uchôa Itiberê


Fotos: Giles Keytes / Divulgação

George Clooney fala pouco como o matador profissional de Um Homem Misterioso, uma trama envolvente em que os silêncios são reveladores

Fotos: Giles Keytes / Divulgação
Clooney (acima, com Violante Placido) é o taciturno Jack, no ilme em que a ação se dá em nível psicológico


O CARTAZ DE UM HOMEM MISTERIOSO, com George Clooney correndo com uma arma na mão, faz lembrar a imagem de Cary Grant no pôster do clássico de Alfred Hitchcock, Intriga Internacional. Clooney tem aquela mesma elegância natural e veste um terno como ninguém. Mas correr é o que ele menos faz nessa trama de espionagem que pode decepcionar quem espera um herói inflamado e movido à adrenalina, como James Bond e Jason Bourne. Seu personagem saiu das páginas do livro de Martin Booth, mas podia ser uma criação de Graham Greene, autor de O Americano Tranquilo, ou do mestre do gênero John le Carré, outro que o cinema gosta de adaptar em filmes como O Alfaiate do Panamá e O Jardineiro Fiel. A ação existe, mas não se concentra em perseguições, tiroteios e pancadaria, e, sim, no conflito psicológico. O forte está nos personagens, quase sempre homens complexos e solitários, encerrados em um universo amoral banhado pela amargura e o ceticismo. Todos eles, contudo, têm uma missão a cumprir. A de Jack, o protagonista, é se acomodar em uma idílica vila italiana e esperar o chamado do patrão.

Para a alegria das fãs, seu marasmo inclui flexões sem camisa, conversas rápidas com o padre local e visitas à prostituta Clara, interpretada pela exuberante Violante Placido - à vontade em sua nudez. Quando a tarefa chega, Jack se revela um artesão meticuloso, capaz de criar uma arma de alta precisão a partir de peças velhas de carros. A tensão está no ar e na presença de uns sujeitos suspeitos em seu encalço. Mas os diálogos são raros. São os silêncios que dizem muito. E é preciso um talento como Clooney para tornar esse homem taciturno em uma figura enigmática e desejável. O diretor holandês Anton Corbijn é também renomado fotógrafo (assinou capas de discos do U2) e capta belas imagens da aldeia medieval. Não tem pressa e deixa os pequenos gestos ditarem os rumos da narrativa. O astro pode ser americano, mas o filme é um exemplar do cinema europeu que não faz concessões hollywoodianas. Melhor assim. (Classificação indicativa: a conferir)

 

 

   


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