- Anuncie
- Assine

   
 
Paulo Borges // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


A grande família
Uma das mais tradicionais marcas da moda masculina, a Ermenegildo Zegna comemora 100 anos de fundação e o atual CEO da empresa veio ao Brasil dar uma palestra

Por Paulo Borges

 

 

À esq., Marcelo Noschese. À dir., Rogério Fasano e Gildo Zegna

Gildo Zegna, atual CEO da Ermenegildo Zegna, esteve em São Paulo na última semana para celebrar os 100 anos da marca fundada por seu avô. O local escolhido para o evento foi a Faap, em São Paulo, com o objetivo de estreitar os laços da grife com instituições acadêmicas ao redor do mundo. "Temos parcerias com diversas escolas e universidades", contou, para explicar que no Brasil não seria diferente. "Vemos isso como algo muito importante tanto para o futuro da empresa como do mundo."

Paulo Borges: Como tudo começou?
Gildo Zegna:
Começamos numa pequena fábrica de tecidos, trabalhamos muito duro para nos tornarmos uma das principais empresas de luxo do século 21.

PB: O que foi crucial para o sucesso?
GZ
: Acreditamos e fortalecemos alguns pilares na empresa. A herança, que é algo que os consumidores estão cada vez mais dando valor; o pioneirismo, porque temos que estar à frente, temos que prever o futuro se quisermos ser relevantes para os negócios da moda; nossa tecelagem, - hoje a EZ é uma das fabricantes de tecidos mais importante do mundo, fornecemos para marcas como Ralph Lauren e Tom Ford; a verticalização dos negócios, onde todos os processos são controlados e feitos dentro da empresa, não trabalhamos com terceiros; a independência financeira, porque nunca demos um passo maior do que a perna, nunca pedimos empréstimos; e, é claro, a família. Essa noção familiar é crucial para a boa saúde dos nossos negócios.

PB: E qual o papel dos mercados emergentes, como o Brasil, no futuro da marca?
GZ:
A crise veio para ficar. Os números nos mercados norte-americano e europeu são muito inferiores, se comparados aos números dos mercados emergentes, como Índia, Oriente Médio, Brasil e China. Vinte e cinco por cento do nosso faturamento vem da China. Temos 62 lojas espalhadas em solo chinês. E vamos aumentar isso.

PB: E o Brasil especificamente?
GZ:
O Brasil é responsável por US$ 1,5 bilhão das vendas da Ermenegildo Zegna. Pretendemos abrir seis novas lojas no País até 2013.

PB: O que vocês têm aprendido nesse processo de globalização?
GZ:
Aprendemos que é necessário conhecer profundamente os diferentes consumidores, temos que nos adaptar aos interesses globais, mas sem perdermos a nossa identidade. Nos EUA, por exemplo, aprendemos que era necessário fazer quatro lançamentos de coleções por ano. Agora na China, temos que fazer seis lançamentos. Os chineses também são obcecados por itens únicos, de luxo. E adoram acessórios que tenham couro animal.

PB: E o que o futuro reserva?
GZ:
Nosso objetivo é nos tornarmos a principal marca de luxo para o mercado masculino.

Fotos luciana prezia/ divulgação

 

 

1 | 2 | 3 | Próxima >>

   


Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS