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Ney Matogrosso
O cantor dirige a peça teatral, Dentro da Noite e lança o DVD de Beijo Bandido, show em que canta o amor

Por Aina Pinto

 

Fotos DANIELA DACORSO/ AG. ISTOÉ

PARA FACILITAR AS CONTAS, pegam-se apenas os últimos dez dos 37 anos de carreira de Ney Matogrosso. Nesse período, foram nove álbuns e nenhum que tenha recebido elogios medianos. O cantor atingiu um nível de excelência que faz com que não se espere nada menos que discos impressionantes – seja gravando novos compositores ou Cartola, seja cantando com Pedro Luís e a Parede ou com um quarteto de cordas. Mas ninguém pense que ele está acomodado. “Não é porque sou um cantor que devo me restringir como artista”, diz Ney, que recentemente filmou Luz nas TrevasA Volta do Bandido da Luz Vermelha, ainda sem previsão de estreia, com ele no papel do personagem-título. Na sexta-feira 12, no Rio, ele mostra mais uma de suas atuações, agora, como diretor de Dentro da Noite, peça baseada em dois contos de João do Rio, encenados por Marcos Alvisi. Ainda este mês, a EMI coloca nas lojas o DVD de Beijo Bandido, show sobre “encontros e desencontros amorosos”, como ele define, e com o qual volta a se apresentar em São Paulo. Aos 69 anos, Ney define o amor como “condescendente” e diz que a paixão faz “perder o juízo”. E, sedutor, com o corpo e a voz em plena forma, diz que é para o público que canta seu amor.

“Não sei ficar no espaço da caretice permitida”

Por que dirigir teatro agora?
Já dirigi nos anos 80 uma peça infantil, depois fiz Somos Irmãs, sobre Dirce e Linda Batista. Eu me interessei em dirigir porque são textos do João do Rio e porque vi Marcos Alvisi se apresentando em uma livraria com esses dois contos, “Dentro da Noite” e “O Bebê de Tarlatana Rosa”, há mais ou menos seis anos. Sempre falava que ele deveria fazer aquilo no teatro. São textos sobre tara. Lendo João do Rio, entendi Nelson Rodrigues. Os dois trabalham na mesma frequência de loucura.

Qual é essa frequência?
Essas coisas todas. Ambos falam de temáticas sexuais. Os dois contos da peça tratam de uma sexualidade pervertida.

Você tem uma carreira elogiadíssima em música. Por que voltar a atuar, a dirigir uma peça e se expor a críticas?
Comecei fazendo teatro e achava que cantar era útil ao ator. Depois, a música ganhou espaço. Mas não é porque sou um cantor que devo me restringir como artista. Tudo o que me interessar nas artes e eu achar que possa acrescentar alguma coisa, desempenhar bem, vou fazer. É muito atraente, para mim, me liberar da minha condição dentro do universo da música e experimentar outras coisas. Tenho um princípio dentro de mim (de ser) muito desprendido e muito curioso.

Tem alguma participação sua na trilha sonora?
A trilha é feita pelo Marcos Alvisi e é muito interessante.

Você é iluminador. Também vai cuidar da luz no espetáculo?
Vou fazer junto com o iluminador, o Carlos Lafert. Tenho algumas ideias. A primeira história se passa dentro de um trem. Deve ter uma iluminação que passa, vem de fora. Isso deve ser uma coisa constante, hipnótica. Mesmo quando acaba o conto, o trem permanece. Pretendo colocar o público dentro do vagão e do salão de carnaval, onde se passa a segunda história. É ali que o personagem chega da rua, contando suas aventuras. É debochado. A gente pensa que o carnaval é debochado, mas não é. Já foi.

Que tipo de diretor é você? Sou um diretor que tenta despertar a consciência do ator para o significado das palavras. Descobri que gosto mais de trabalhar com ator do que com a cena. Foi o que aconteceu com Somos Irmãs. Ia dirigir o espetáculo e convidei a Cininha (de Paula) para dirigir os atores. Entendi que ela era mais rápida com a cena e descobri um prazer enorme em trabalhar com ator, de encontrar todas as nuances do texto.

 

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