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"Quem não morre fica velho"
João Ubaldo Ribeiro comemora 70 anos com o relançamento de Viva o Povo Brasileiro, diz que não tem medo da morte - mas da proximidade dela -, reza todos os dias e conta como conseguiu superar o vício do álcool

Foto: Gustavo Autran / Fotos: Daniela Dacorso / Ag. IstoÉ



Membro da Academia Brasileira de Letras há quase duas décadas e vencedor do Prêmio Camões em 2008, a maior premiação dedicada a autores de língua portuguesa, João Ubaldo Ribeiro está muito distante da imagem solene transmitida por muitos escritores da sua categoria. Apesar do prestígio que conquistou no meio literário, o baiano não abandonou o modo simples de levar a vida. Todos os dias, sai de casa logo ao amanhecer, para comprar pão e jornal. Depois, fica enfurnado em sua biblioteca particular, no andar superior de seu duplex, no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro – no passado o apartamento pertenceu a Caetano Veloso. Durante os fins de semana, o autor de clássicos como Viva o Povo Brasileiro (1984) e A Casa dos Budas Ditosos (1999) pode ser visto dividindo uma mesa de botequim com amigos, bebericando seu guaraná Antarctica diet. De bermuda, chinelos e cigarros queimando entre os dedos, ele recebeu Gente para mais de duas horas de entrevista. Dono de uma voz grave, pensamento reticente e, algumas vezes, enigmático, João Ubaldo lembrou do convívio com o cineasta Glauber Rocha, revelou a mania de ler dicionários e contou ainda que deu um autógrafo para Jorge Amado quando publicou seu primeiro conto, em 1959.

O escritor em sua biblioteca particular, que ocupa o segundo andar de seu duplex, no Rio. “Se alguém dissesse que eu não poderia escrever mais, seria insuportável”

Algum projeto para comemorar seus 70 anos, em janeiro de 2011?
Estou preparando uma nova edição de Viva o Povo Brasileiro, espero que a definitiva. Mas, por enquanto, não tenho nenhuma obra nova programada para as editoras. Fora isso, estou brincando com três ou quatro histórias esparsas. Eu nem sei direito o que estou escrevendo, até porque eu não estou nem escrevendo no papel. Só na cabeça.


Qual é seu ritmo para escrever atualmente?
Gasto mais tempo escrevendo hoje em dia. É uma coisa curiosa. Onde está o tempo que a gente economizou não tendo mais que passar coisas a limpo? A verdade é que continuamos tão sem tempo quanto antes. Mas com o computador, consigo gastar mais tempo apenas escrevendo. É paradoxal porque ele torna fácil demais mexer no texto. Hoje, um personagem morre e, no dia seguinte, você muda de ideia. Mas chega o fim do dia e você acha que o sujeito tinha de ter morrido, então, você vai lá e mexe no texto de novo.

‘‘Desde pequeno, adoro ler dicionário. Eu não existo sem o Houaiss, o Aurélio e o Sacconi, todos instalados no computador’’

 

 

 

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