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O nome do jogo
O empresário Marcus Buaiz fez seu primeiro gol como manager de imagem ao fazer a mulher, a cantora Wanessa, descolar do público teen e se tornar musa GLS. Agora, ao lado de Ronaldo, ele quer aumentar esse placar e convencer o mercado publicitário e o público de que jogador de futebol pode ser, ao mesmo tempo, baladeiro - e bom de negócios

Fabiano Mazzei Fotos Marcelo Liso/AFB Press

 

SE O SHOW BIZ FOSSE UM CAMPO de futebol, Marcus Buaiz seria uma espécie de craque, daqueles que decidem as partidas no último minuto. Apesar das boas jogadas, do toque rápido na articulação de suas ideias e do chute certeiro nos negócios, seu estádio preferido é mesmo o bastidor. Expert em branding e gestão artística, Buaiz transformou a mulher, Wanessa Camargo, e valorizou o seu passe. Fez a cantora trocar de torcida: de ídolo teen à nova musa GLS, vencendo a retranca da crítica com a ousadia tática digna dos grandes treinadores. Agora, ele se lança em profundidade em novo ataque: a 9INE, empresa de marketing esportivo que abriu em parceria com outros dois craques - o jogador Ronaldo e o publicitário Sérgio Amado, presidente da Ogilvy. No seu dream team de agenciados, Kaká e Alexandre Pato, estrelas do futebol europeu, que já acertam os detalhes finais para a contratação.

Aos 30 anos, esse capixaba que deixou família, patrimônio e um futuro garantido e milionário nas empresas do pai em Vitória (ES) para apostar em entretenimento no eixo Rio-São Paulo, está feliz da vida no time onde escolheu jogar. Tem sua agência de gerenciamento de artistas, a Rip - que cuida, além de Wanessa, dos sertanejos Hugo Pena&Gabriel, do grupo de pagode Exaltasamba, do cantor MC Léozinho e do ator Danie Boaventura -, e uma holding em que administra seus outros investimentos: a boate Royal (que deve ganhar filial em Goiânia ainda em novembro), os restaurantes Shaya, em São Paulo - e que também terá expansão em Natal (RN), em parceria com o deputado federal Fábio Faria, namorado de Sabrina Sato - e o The Art, em Belo Horizonte, além de um sigiloso número de apart-hotéis adquiridos no Rio e em sua terra natal.

Para dar conta do recado, escalou para a equipe profissionais que ele próprio assume serem mais capacitados do que o patrão. Na Rip, por exemplo, Marcelo Maia, ex-Warner Music, e Marcelo Braga, diretor-presidente da Mix FM, fazem a bola rolar. Além disso, Buaiz lança mão da tecnologia. Ele mandou instalar em seu notebook um sistema de webcams e de controle de caixa com o qual observa toda a movimentação em suas casas noturnas. "Tenho meu big brother", se diverte. Na entrevista à seguir, feita em dois tempos - o primeiro na agência, o segundo no Shaya - o empresário revela detalhes de sua relação pessoal e de trabalho com a mulher, com quem quer ter um filho no ano que vem. Enaltece a amizade com Ronaldo, "um ídolo injustiçado". E dá a entender que a 9INE não vai segregar jogador baladeiro, desde que a performance dentro de campo não seja afetada. "A noite é o que menos traz malefício ao atleta. Mas cabe a ele saber dos seus limites."

O Ronaldo vai dar expediente na 9INE?
Ele é o presidente da empresa. A prioridade dele agora é o Corinthians, mas ele termina de jogar no final de 2011. Então, a empresa vai ter profissionais para fazer as coisas andarem e, claro, no tempo livre dele fora do time, vai estar presente.

Ele é bom como executivo?
Conheço muitos empresários e o Ronaldo é um dos maiores que eu já vi. Desde os 17, fez uma parceria com uma empresa de assessoria financeira que está com ele até hoje. Ele não faz contrato de curto prazo, por exemplo. Acho que vai contribuir, sim, com essa coisa dos atletas, mas também na parte empresarial.

Nasce um novo midas dos negócios então?
Ele tem uma cabeça muito privilegiada. É um cara que, com o dinheiro que tem, não precisava levantar às 9 horas da manhã para ir treinar. É porque, de fato, ele acredita e gosta muito do que faz. O dinheiro que ele faz jogando ele ganharia fora de campo mole. A imagem dele vende muito!

''Ronaldo é meu amigo, meu irmão, um ser humano normal, mas não igual a gente porque
ele conquistou uma coisa que poucas pessoas no mundo conquistaram''

Como é sua relação com ele?
Ronaldo é meu amigo, meu irmão, um ser humano normal, mas não igual a gente porque ele conquistou uma coisa que poucas pessoas no mundo conquistaram. Acho que ele merecia mais respeito por isso. Como espectador, vejo que, diferentemente do americano e do europeu, o brasileiro não trata os seus ídolos de forma respeitosa. Trata como uma coisa perecível em alguns momentos e não respeita o ídolo. O que que o Tiger Woods (golfista) deu para os Estados Unidos? O que o Michael Jordan (jogador de basquete) deu para os Estados Unidos? Deram nada, ganharam dinheiro para eles. E o que o Ronaldo deu para o Brasil? Uma Copa do Mundo, é o maior artilheiro de todas as copas. Às vezes, vejo muito desrespeito em relação a ele.

 

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