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De volta ao passado
Arnaldo Jabor retoma a batuta de diretor com o saudosista A Suprema Felicidade, história sobre o fim da inocência no Rio de Janeiro de sua juventude

Por Suzana Uchôa Itiberê

 

★★★ DRAMA

HÁ 25 ANOS, Arnaldo Jabor dirigiu Eu Sei que Vou Te Amar, que premiou Fernanda Torres como melhor atriz no Festival de Cannes. Mas bilheteria que é bom, nada, e Jabor abandonou o cinema em prol das contas a pagar. Deixou meia dúzia de filmes para trás, entre eles Toda Nudez Será Castigada, vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim de 1973, e Eu te Amo. Desde então, faz arte com as palavras como jornalista, cronista e comentarista, dos mais espirituosos. Nesses escritos (e falados), o olhar crítico, irônico e sagaz sobre o mundo se funde com reminiscências da própria existência – há um artigo impagável sobre sua condição de coroinha reprimido. Muitas dessas histórias pessoais inspiraram A Suprema Felicidade, o tão esperado retorno de Jabor à direção.

Ele revisita o Rio de Janeiro das décadas de 50 e 60, anos de sua infância e mocidade. Acertou quem pensou em Amarcord, de Federico Fellini – e o cineasta não renega a fonte. Nem tudo é autobiográfico nessa trama sobre ritos de passagem, embora a nostalgia de quem degustou aquela fase de parcas responsabilidades impregne cada cena. A felicidade raras vezes figura na rotina do protagonista, Paulo (Jayme Matarazzo), carioca da classe média que se defronta com os desafios e anseios comuns do crescer: o primeiro amor, o sexo, o bulling, e, no seu caso, o casamento infeliz dos pais. Jabor não é lá muito bom com atores. Falta carga emocional em cenas fortes e sobra teatralidade em outras que pediam sutileza. Se há algo de impecável é Marco Nanini, que faz um espetáculo à parte na pele do avô boêmio de Paulo. A Suprema Felicidade tem seus encantos, mas é uma volta em marcha lenta. Que no próximo, Jabor engate a primeira.

 

(16 anos)

 

 

 

   


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