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Exposição
Heitor Martins Liberdade e legalidade
O presidente da Fundação Bienal fala das polêmicas da mostra e das interferências que fizeram duas obras serem modificadas

Fotos AG. FOLHA PRESS

A 29ª EDIÇÃO DA BIENAL Internacional de São Paulo foi inaugurada em setembro e, no primeiro dia de visitação do público, a obra que ocupava o centro do Pavilhão, no primeiro andar, foi pichada. Era um protesto contra os urubus de "Bandeira Branca", de Nuno Ramos. Depois, os animais tiveram de ser retirados de lá. "El Alma Nunca Piensa Sin Imagen", do argentino Roberto Jacoby, foi coberta. A obra tem fotos de José Serra e Dilma Rousseff , com palanque para campanha em favor da candidata. Heitor Martins, presidente da Fundação Bienal, diz que não vê como censura as interferências.

Acredita que liberdade de expressão tem de ocorrer dentro da legalidade. Consultor financeiro, ele assumiu o cargo após eleição sem concorrentes e iniciou sua gestão depois de duas crises na instituição: a saída de Edemar Cid Ferreira, condenado por crimes financeiros, e de Manoel Pires da Costa, que fez a chamada "Bienal do Vazio".

Herdou uma dívida estimada em R$ 4 milhões, conseguiu pagá-la e ainda fazer uma mostra orçada em R$ 30 milhões, valor três vezes superior à da anterior. Mas, por pouco, não foi impedido de assumir a presidência, porque houve quem apontasse conflito de interesses pelo fato de sua mulher, Fernanda Feitosa, ser responsável pelo SP Arte, realizado no Pavilhão.

Um Termo de Ajustamento de Conduta foi firmado. Em entrevista à Gente, Martins avalia a atual edição da mostra e fala sobre todas essas polêmicas.

O sr. herdou a Fundação com dívida, pagou-a e ainda conseguiu um orçamento superior ao da edição passada. Como isso foi feito?

Fizemos um projeto estruturado e organizado de revitalização da Fundação e o desenho da mostra. Criamos um modelo de gestão de diálogo com a sociedade, empresas, governos, artistas, galeristas. Saímos mostrando esse projeto e pedindo a cooperação das pessoas.

Faltava transparência nas gestões anteriores?

A instituição estava fechada em si mesma. O nível de diálogo com a sociedade não era alto. Mudamos isso, convidamos a sociedade a participar.

Quando o sr. foi eleito, questionou-se o fato de o SP Arte ser realizado na Bienal. Falou-se em conflito de interesses.

Isso é incompreensível. A Fernanda tem o SP Arte, que existe há seis ou sete anos, e tem contrato até 2015 para uso do 87 Pavilhão. Há outros eventos realizados lá, como o São Paulo Fashion Week e a Feira da Risada. O Pavilhão está disponível para quem queira fazer uma atividade lá, desde que tenha vínculo com a cultura. É esquisito falar em conflitos de interesses, porque o fluxo de caixa é o contrário. É o SP Arte que remunera a Fundação. De toda forma, isso ficou resolvido com a criação de uma comissão que acompanha esse contrato e com a qual não estou envolvido.

O espanhol Agustín Pérez Rubio, curador do Museu de Arte Contemporânea de Castilla e Leon, disse que falta ousadia a essa edição.

A Bienal é experimental, tem temas polêmicos, testa os limites do que é arte e do que não é, expõe o que está sendo produzido hoje. E isso gera as mais diversas reações. Há quem ache incrível, há quem pense que não é arte. Temos de aceitar isso com naturalidade.

Fotos FABIANO CERCHIARI/ AG. ISTOÉ "Não é uma ação (a pichação) contra a instituição, mas contra a liberdade de expressão, contra o direito dos outros artistas que também fazem parte do mesmo debate"
"Bandeira Branca", sem os urubus
 

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