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Teatro
Débora Falabella "Sem teatro, perderia o sentido" ser atriz
Nem bem terminou seu trabalho na tevê, atriz volta ao teatro em O Amor e Outros Estranhos Rumores, retomando as origens mineiras e o gosto pelo palco


Foto Marcelo Liso/AFBpress

UMA DAS PERSONAGENS mais complexas e intrigantes da literatura foi criada por um mineiro. Diadorim é a mulher que se passa por homem em um bando de jagunços em Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Débora Falabella é de Belo Horizonte e queria voltar às origens mineiras encenando um texto escrito por um autor de lá, e, em cartaz em São Paulo com O Amor e Outros Estranhos Rumores, também se passa por homem, também está com seu "bando", o Grupo 3 de Teatro.

Mas, no caso, o personagem é, de fato, homem, e o escritor é Murilo Rubião, considerado o primeiro autor brasileiro de realismo fantástico. Embora haja outros homens no elenco, foi ela quem optou por um papel masculino. Explica que, além de ser um bom personagem - Pedro Inácio, que contabiliza o que gasta com o amor - há uma metalinguagem que a atrai. Como Pedro, que acaba por descobrir que não é quem pensa que é, ela é alguém vivendo as vidas de outras pessoas. Atriz há 16 anos, diz que é no teatro que está o "sentido da profissão".

Aos 31, também faz as suas contas. "Faço tevê já há dez anos", diz, e sorri como quem constata algum sinal do passar do tempo. Dirigida por Yara de Novaes e dividindo cena com outros atores do Grupo 3, Débora também interpreta outras personagens, como a mulher que engorda a cada desejo realizado. São personagens extraídas de três contos ("Memórias do Contabilista Pedro Inácio", "Os Três Nomes de Godofredo" e "Bárbara"), todos falando sobre o amor.

Por que Murilo Rubião?

A ideia surgiu durante a Mostra Contemporânea de Arte Mineira, aqui em São Paulo, em 2008. A partir dali, daquele universo fantástico, começamos uma pesquisa de linguagem e foi um momento em que decidimos voltar a nossas origens. Já moramos fora de Minas há alguns anos, sentimos que era o momento de voltarmos, e a literatura mineira é muito rica. Rubião é um escritor pouco conhecido até em Minas. Mesmo as pessoas que nós pensávamos que conheciam a obra dele, não conheciam. Durante a leitura dos contos, nós sonhamos com as histórias, era muito bom ler e já imaginar como aquilo ficaria em cena.

É sua vontade delimitar as origens, ser conhecido como um grupo de Minas?

Não como "um grupo de Minas". Nós já montamos outras coisas, fizemos Nelson, já trabalhamos como o Aderbal, que é do Rio. Mas era importante voltar, saber e dizer quem somos, falar daquele universo.

Em cena, como Pedro Inácio

São raros os atores que, depois de ficar popular por causa da televisão, ainda se associam a grupos teatrais. Como foi a opção por esse trabalho em conjunto?

O Grupo surgiu depois de eu já fazer novelas. Faço tevê já há dez anos. Foi natural nos juntarmos, já nos conhecemos há bastante tempo, temos interesses comuns. Não se veem muitos grupos, mas deveriam ser vistos. Gosto de fazer televisão, tenho sorte de fazer, meu trabalho é visto por muito mais gente e, além disso, traz gente para o teatro, as pessoas vêm ver e encontram uma história pela qual, talvez, não estivessem esperando. Mas teatro é o que me dá prazer. Poderia ficar sem fazer novelas, mas, sem teatro, perderia o sentido da profissão, de ser atriz.

"É uma situação (descobrir não ser o que se pensa) que diz muito, porque também está lá uma atriz interpretando outra pessoa"

Por que interpretar um homem, sendo que há outros atores no elenco?

Faço outras personagens também, mas essa opção foi porque é um personagem muito bom, independentemente de ser feminino ou masculino. Pedro Inácio contabiliza o amor. Ele dá palestras falando sobre quanto custa o amor, o preço dele, que, na verdade, nunca chega. E ele fala muito de seus antepassados, gosta de contar histórias de que é da família de um bispo que se apaixonou. Até que ele recebe um documento dizendo que ele não é filho dos pais dele. É uma situação que diz muito, porque também está lá uma atriz interpretando outra pessoa.

Você acabou de fazer Beatriz, em Escrito nas Estrelas, uma personagem cômica, agora entra o humor no teatro. Preocupa-se com a comicidade? Sente-se à vontade fazendo humor?

Nesse caso, é diferente. Não nos esforçamos para fazer o público rir, embora as situações acabem despertando o riso. Aquele absurdo pode ser risível, mas não são situações naturalmente cômicas. Estão mais para o trágico. E a ideia é fazer o público sair com aquela sensação... refletir um pouco.

Tuca - R. Monte Alegre, 1.024, São Paulo, tel.: (11) 2626-0938. Até 28/11.

 

   


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