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Já quis ser Mick Jagger
Bruno Mazzeo, que já sonhou em ser roqueiro e locutor esportivo, hoje está no ar com o humorístico Junto e Misturado e afirma: ser filho de Chico Anysio lhe abriu portas, mas se manter na carreira de ator e roteirista foi por esforço próprio

Daniele Maia Fotos Felipe Varanda/ Ag. IstoÉ

 

“Droga, de uma certa forma, faz parte do universo do jovem. É uma experiência que muitos vão ter. Eu tive”

ASSIM QUE BRUNO MAZZEO abre a porta do apartamento onde mora sozinho no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, miniaturas de artistas como John Lennon e Mick Jagger espalhadas na estante da sala, além de um quadro de Keith Richards na parede, denunciam que ali vive um apaixonado pelo velho e bom rock’n’roll. “Queria ser o Mick Jagger”, confirma o filho de Chico Anysio e da atriz Alcione Mazzeo. Bem que ele tentou. Com os amigos do ensino médio montou a banda Os Nomes. “Foi um horror, só fizemos dois shows”, lembra, bem-humorado. Outra paixão é o futebol. Torcedor do Vasco da Gama, ele recorda a época em que desejava ser locutor esportivo. “Ia ao Maracanã com uma câmera. Eu narrava e um outro colega comentava. A gente fazia a sério. Era um barato”, diz.

Bruno sempre foi um sujeito inquieto. Aos 7 anos, já se arriscava nas letras e ganhou do pai uma máquina de escrever. Foi nela que datilografou seus primeiros textos. O material foi reunido por Chico numa espécie de livro e distribuído aos amigos. Um dos presenteados foi José Bonifácio Oliveira Sobrinho, o Boni, na época vice-presidente de operações da Globo. Foi assim que Bruno, aos 14 anos, entrou para a turma de roteiristas da Escolinha do Professor Raimundo. “Era mais um estímulo. Ganhava o que hoje seriam R$ 150 ou R$ 200. Foi o máximo. Me sentia o adulto.”

Aos 33 anos, Bruno é um veterano. Já foi roteirista de programas como Sai de Baixo, A Diarista, Chico Total e Cilada. Seu mais novo projeto é o Junto e Misturado, que estreou na sexta-feira 1º. Além de atuar, é o redator final. “A encomenda da Globo era que eu juntasse uma galera da nova geração que faz humor de primeira”, explica ele, enumerando os nomes de Débora Lamm, Fábio Porchat, Fabiula Nascimento, Gregório Duviver e Renata Castro Barbosa, que é sua ex-mulher e mãe de João, seu filho de 5 anos. A seguir, Bruno fala sobre paternidade, fama, vida de solteiro e como é ser herdeiro de uma das lendas do humor brasileiro.

Junto e Misturado
“Não conheço nenhum outro programa que tenha cenas tão rápidas. Mesmo os americanos. São em média quatro cenas por minuto. Um episódio tem 70 e poucas cenas. A ideia era trazer inovação e a linguagem achada foi essa, agilidade.”

Um professor chamado Chico Anysio
“Além de todo incentivo, meu pai foi uma grande escola. Claro que ser filho dele foi também um abridor de portas. Seria até hipócrita se dissesse o contrário. Não tenho problemas em admitir isso. O grande lance foi saber conduzir por conta própria depois, que é o que venho fazendo.”

Artista X celebridade
“Essa coisa de celebridade me incomoda. Celebridade é uma pessoa célebre. Teoricamente, o Einstein seria uma celebridade. De repente, o ser célebre virou uma coisa pejorativa. Vou até dar um exemplo de uma pessoa que eu gosto: David Brazil é uma celebridade. Ele não é ator, cantor, mas virou famoso. Já o Wagner Moura, o Selton Mello, o Marcos Palmeira não são celebridades. São artistas! Não dá para colocar no mesmo saco um ex-BBB e o Marcos Palmeira, eu, o Selton. Artista é quem tem um trabalho e não quem se tornou famoso sei lá por qual motivo. A Grazi ultrapassou isso. Mostrou a que veio, vem fazendo um bom trabalho. Virou atriz de verdade.”

‘‘Não sou nenhum pegador. Sou apenas um cara solteiro, no Rio de Janeiro’’

Fama de pegador
“O termo é horrível. Não sou nenhum pegador. Sou apenas um cara solteiro no Rio de Janeiro. Falar isso passa a imagem de um cara galinha, coisa que eu não sou. E pode até afastar pessoas bacanas, como, aliás, já aconteceu. E quando sai um flagra de beijo, as pessoas não sabem o que aconteceu ali. Não sabem se tem uma história antiga por trás. Teve foto até que nem era de beijo e colocaram como se eu tivesse ficado com a pessoa. É uma loucura total.”

 

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