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Zeca Baleiro
Discoteca sentimental
O músico lança pacote que inclui dois CDs, dois livros, programa de rádio e peça de teatro infantil e fala sobre o ecletismo de seu gosto musical

Mauro Ferreira

MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO

ZECA BALEIRO RECORREU a uma frase célebre dita pelo técnico Zagallo em 1997, após a vitória do Brasil na Copa América, para batizar o pacote multimídia que está lançando. Vocês Vão Ter que me Engolir inclui dois discos (Concerto e Trilhas), dois livros (Bala na Agulha e um de letras de suas canções), um programa de rádio na internet e uma peça de teatro infantil (Quem Tem Medo de Curupira?), em cartaz no Teatro do Sesi, em São Paulo. Tudo ao mesmo tempo agora, para celebrar os 13 anos de carreira do cantor e compositor maranhense, projetado em 1997 – no mesmo ano em que Zagallo proferiu sua famosa frase. “Gosto do número 13 e não queria esperar fazer 15 anos de carreira para festejar”, graceja Baleiro, que também produz um disco de inéditas de Odair José.

Você lança dois discos simultâneos no momento em que se questiona a sobrevivência do formato CD. Quis desafiar as leis do mercado?
Com relação ao disco, ainda sou um romântico. Continuo a comprar e tento fazer com que meus filhos também tenham a cultura de comprar discos. É uma relação afetiva. Mas é claro que sei que essa postura vai se tornar cada vez mais anacrônica. Por isso, ataco nas duas frentes, dando atenção ao mercado digital. Não estou paralisado na nostalgia do formato. Só acho que a música solitária do download não conta uma história, como o álbum.

Como selecionou um repertórito eclético de Concerto, misturando Assis Valente, Foo Fighters, Cartola e Camisa de Vênus?
Tem algumas descobertas mais recentes, como o “Best of You”, do Foo Fighters. Gosto muito do rock melodioso deles. Mas, no todo, esse repertório faz parte de um acervo afetivo de adolescência. É uma discotecazinha do coração, com músicas e compositores que eu sempre gostei de cantar.

Como surgiu sua aproximação com Odair José e a ideia de produzir o disco dele?
Ele merece coisa melhor do que ser produzido por mim (risos). Odair me ligou para agradecer minha participação num disco que fizeram em tributo a ele (Vou Tirar Você desse Lugar, 2005). Depois, ele participou do meu show Baile do Baleiro. Odair chegou a me dizer que não ia gravar mais, mas está com uma safra bem inspirada de composições e resolvi produzir o disco pelo meu selo.

Você canta um repertório que vai de A a Z, regravando sucessos populares. Sofre patrulhas por embaralhar o conceito de bom e mau gosto?
Tanto a crítica quanto o público ainda têm uma boa carga de preconceito. Isso começou bem antes de mim e se agravou depois da Bossa Nova e ao longo dos anos 60, época de debates ideológicos. Mas essa faceta popular sempre esteve presente na música brasileira. As marchinhas eram antepassadas do axé (risos).

De que se trata o livro Bala na Agulha?
São reflexões de boteco, divagações sobre vários assuntos. Desde 2005, senti vontade de escrever. Criei uma seção dentro do meu site oficial chamada Bala na Agulha. E imagino que foi a partir disso que veio o convite para que eu escrevesse na IstoÉ. Quando comecei a escrever na revista, diminuí o ritmo de publicação no meu site. Mas, no todo, já tinha mais de 70 textos e achei que poderiam render um livro. Tem livro de Doca Street, de Bruna Surfistinha.... Pô, eu também posso. (risos) Mauro Ferreira

 

   


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