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Bárbara Paz
A atriz volta ao teatro em Hell, dirigida pelo marido, Hector Babenco, no papel de uma garota rica vivendo num mundo de excessos de dinheiro e drogas, e que não sabe lidar com um amor repentino

Por Aina Pinto

 

BÁRBARA PAZ CONTA PREFERIR personagens mais dramáticas e tem explicações convincentes para esse gosto. A primeira, claro, é a complexidade desses papéis, artisticamente mais interessantes. A segunda, mais difícil, tem a ver com a sua vida. "Também tenho essa carga dramática", diz. Se a vida da atriz tem tragédias pessoais, o momento é outro e feliz. Na quinta-feira 7, ela estreia Hell, adaptado e dirigido por seu marido, o cineasta Hector Babenco, a partir do best-seller homônimo da francesa Lolita Pille. Em cena, ela é uma garota rica, consumista, usuária de drogas e que, numa noitada, apaixona-se por Andrea (Ricardo Tozzi), também imerso nesse mundo de excessos e vazios. É um trabalho de alto esforço emocional, como foi Renata, a modelo que sofria de anorexia alcoólica na novela Viver a Vida. "Fui muito feliz fazendo Renata e tenho sido fazendo Hell", diz ela, também empolgada com o relacionamento profissional com Babenco. "Ele dá espaço para o improviso, algo que atores adoram."

"Personagens densas me caem bem"

Foi você quem se interessou pelo livro e sugeriu fazer a peça?
Antes de mim, foi meu melhor amigo, Rafael Primot, que é ator e diretor. Ele me deu de presente, dizendo que ali havia uma personagem para mim. Como literatura, não me chamou atenção, mas como personagem, é muito forte, contemporânea, com aquele excesso de consumo, aquela nobreza, aquela ansiedade de quem tem tudo e não é feliz, que cai nas drogas e vive o vazio. O livro é sobre isso. Essa personagem acaba se apaixonando e o Hector adaptou o livro baseado na história desse desencontro amoroso.

E o que, na personagem, despertou seu desejo de fazer o espetáculo?
O livro é o diário de uma menina, que fala sem pudor sobre o mundo dela. E o Hector era a pessoa perfeita para adaptar o livro porque já fez isso para o cinema. São praticamente dois monólogos, de dois jovens que vivem nesse mundo de excessos. A peça está muito conceitual, muito moderna. O Hector optou por uma direção muito objetiva.

A autora fala que o livro é menos o retrato de uma classe social do que o de uma geração.
Essa geração dela, dos anos 90 e 2000, consumiu mais do que agora, mas isso continua, ainda há um resquício daquela época. As pessoas consomem demais acreditando que vão preencher vazios que nunca se preenchem.

Como é a história de amor contada na peça?
Ela é muito promíscua e, uma noite, se apaixona. Está naquele mundo de drogas e consumo e encontra o Andrea, que faz parte do mesmo ambiente. Até que acontece uma tragédia, ela não sabe como reagir, joga tudo fora porque não tem com quem se abrir.

 

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