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Com medo de ser feliz
Julia Roberts transforma viagem em terapia na adaptação do best-seller Comer, Rezar, Amar, mas o ótimo elenco e as belas locações não compensam a superficialidade da personagem

Por Suzana Uchôa Itiberê

 

Fotos FRAÇOIS DUHAMEL
Julia Roberts com Javier Bardem, que interpreta o marido brasileiro da autora do livro

 ★★ DRAMA

MULHER É BICHO ESQUISITO, mesmo. Aos 34 anos, a escritora norte-americana Elizabeth Gilbert tinha um marido apaixonado, uma profissão bem paga, saúde, beleza. Não tinha filhos, por escolha própria. Mas não bastava. Então, ela termina o casamento, engrena um romance com um bonitão mais jovem que a adora, e ainda não está bom... O que ela faz? Pega um adiantamento com a editora e tira um ano sabático para uma jornada de autodescobrimento, com paradas na Itália, Índia e Indonésia. Isso foi em 2003 e o fruto da viagem, o livro Comer, Rezar, Amar, ficou 150 semanas na lista dos best-sellers do New York Times, foi traduzido em mais de 30 línguas, vendeu 7 milhões de exemplares e colocou a autora no ranking das personalidades mais influentes do mundo, elaborado pela revista Time em 2008. A adaptação para o cinema é sequência natural dessa ciranda lucrativa e nada melhor que a estrela Julia Roberts para aliar talento e beleza a uma produção que já nasce como cinema cartão-postal.

Agora, embora os fãs do livro sejam público certo, os leigos devem notar que as razões da crise de Elizabeth são tão pueris que mesmo um diretor e roteirista como Ryan Murphy (a inventiva mente por trás das séries Nip/Tuck e Glee) encontrou dificuldades para criar um enredo que atenuasse o egoísmo da personagem e escapasse do retrato estereotipado que ela pinta dos lugares que visitou. Na Itália, a comilança, na Índia, a meditação, e na Indonésia, o novo amor, na pele de Javier Bardem, irresistível até derrapando no português, no papel do atual marido brasileiro da escritora. Quem não ligar para a chatice de Elizabeth (nem o carisma de Julia salva), aí sim vai se deleitar com as lindas paisagens, naturais e humanas, que enchem a tela. Já quem busca alguma densidade, encontra no fantástico personagem de Richard Jenkins, um alcoólatra que está no mesmo ashram indiano. A cena em que ele revela o motivo que o levou ao retiro espiritual é tão intensa que enterra qualquer chance de se levar a sério as “dores” da protagonista.

(Classificação indicativa: a conferir)

 

   


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