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"Não quero doutrinar ninguém"
O filme de temática espírita Nosso Lar deve ser visto por 3 milhões de espectadores até o final de setembro. Wagner de Assis, diretor do longa, diz que seu objetivo é emocionar as pessoas e não teme ser chamado de oportunista

Daniele Maia

Daniela Dacorso/Ag.IstoÉ

Wagner de Assis ainda é um nome desconhecido do público. Mesmo assim, Nosso Lar, seu segundo longa-metragem, conseguiu levar aos cinemas mais de um milhão de pessoas em apenas cinco dias. Superou a marca de Se Eu Fosse Você 2 (2009), que chegou ao mesmo patamar em seis dias. As projeções indicam que até o final de setembro o filme atinja a marca de 3 milhões de espectadores. O diretor acredita que o sucesso se deve à força do tema: “Todas as religiões se preocupam com o que acontece após a morte. Nenhuma diz que pronto, acabou”, analisa ele, que escreveu o roteiro e dirigiu o filme.
Retratar nas telas a história do médico André Luiz, personagem central de Nosso Lar, não foi tarefa simples. Foram dois meses de filmagens e nove de pósprodução. Os efeitos especiais foram feitos no Canadá, sob a batuta do diretor de fotografia Ueli Steiger, o mesmo que fez O Dia Depois de Amanhã e Godzilla. O orçamento de R$ 20 milhões também impressiona. É o maior da história do cinema brasileiro. Em entrevista, Wagner conta por que decidiu filmar Nosso Lar e diz que não teme ser chamado de oportunista.

Num país dito essencialmente católico, um filme com temática espírita vira recorde de bilheteria. A que você atribui isso?
É a força do tema. Todas as religiões se preocupam com o que acontece após a morte. Nenhuma diz que pronto, acabou. Mesmo os céticos, os agnósticos, têm fé na ciência, na matéria, que seja. É um filme para quem acredita e para quem não acredita. O cinema tem essa coisa mágica que é o “e se”. E se aparecesse um ET na sua casa? E se houver vida após a morte?

Você é espírita?
Estudei em escola católica, fiz primeira comunhão. Mas tenho família ligada ao espiritismo. Na infância, lembro que os dias mais bacanas no Centro que frequentava eram quando havia trabalho solidário. Ficava fascinado com aquela sensação de ajuda ao próximo. Respeito ao ser humano, numa concepção maior. Independentemente de classe social, raça ou qualquer outra coisa.

Por que decidiu levar o livro Nosso Lar às telas?
Porque é uma história muito forte. Não foi o primeiro livro espírita que li, mas foi o mais revelador. E tem o nome do Chico Xavier que, para mim, já dava uma credibilidade absurda, mesmo quando li, ainda garoto. É um relato tão contundente. E se a vida não acaba, tudo o que você faz traz uma consequência. Você é responsável pelos seus atos. Para um jovem, isso é muito impactante. Comecei a pensar: nossa, é melhor passar a repensar minha vida desde agora. Por exemplo, bebida alcoólica era uma coisa que eu já pouco bebia. Depois, acabei parando.

Não teve receio de ser acusado de oportunista, já que o tema é sinônimo de sucesso em outras produções?
De forma alguma. Até porque, a ideia surgiu bem antes, em 2005. Fui consultar a FEB (Federação Espírita Brasileira), dona dos direitos do livro. Em setembro do mesmo ano saiu a autorização e o projeto começou a nascer. Só que me peguei com indagações: temos condições técnicas de contar essa história hoje? O céu, o umbral... Sabia que seria complicado recriar tudo isso. Precisava de efeitos especiais. Com a demora toda, a cinebiografia de Chico Xavier acabou ficando pronta antes e sendo lançada primeiro. E não acho que seja uma onda. O tema sempre existiu no cinema. O diferencial é que agora está sendo colocado diretamente ligado aos livros de Chico Xavier e da temática espírita de um modo geral.

Qual é a grande mensagem do filme?
Ver que cada um de nós pode se transformar através do bem, do perdão e de suas boas escolhas e ações. Essa é a história que Nosso Lar mostra. O filme não quer converter ninguém. Não quer doutrinar ninguém. Quer sim, emocionar as pessoas contando uma bela história. Quer falar de um tema que possa produzir emoção e pensamento.

 

   


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