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Sozinha em cena, mas abraçada pelo público
Atriz comemora 25 anos de carreira com monólogo Tudo Que Eu Queria Te Dizer, inspirado em livro de Martha Medeiros

Daniel Schenker Wajnberg

ANA CAROLINA FERNANDES

Vencedora do Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por seu trabalho no filme Vera e conhecida por participar de montagens de textos de peso da dramaturgia brasileira e internacional, Ana Beatriz Nogueira busca, nesse instante em que comemora 25 anos de carreira, aproximar-se do público. Encontrou o modo ideal no projeto de Tudo Que Eu Queria Te Dizer. Nada, porém, foi planejado. Ela apenas respondeu positivamente ao convite para interpretar as cartas reveladoras de mulheres em momentos de transição que integram o livro de sucesso de Martha Medeiros. Depois de ser conduzida por encenadores como Bia Lessa, Felipe Hirsch, Christiane Jatahy e Paulo de Moraes, Ana Beatriz enfrenta, sob a direção de Victor Garcia Peralta, seu primeiro monólogo e anuncia a participação na próxima novela de Gilberto Braga.

Você acha que o projeto de Tudo Que Eu Queria Te Dizer sinaliza um desejo de estabelecer contato mais direto com o público, por meio de um texto que suscite identificação mais imediata?
Dos textos que fiz, esse talvez seja o que estabeleça um contato mais imediato com a plateia. É popular, no melhor sentido da palavra. Afinal, foi estruturado no formato de cartas. E não se trata de um projeto meu. Normalmente, assumo a produção dos meus espetáculos, mas, desta vez, estou como atriz convidada. Em todo caso, quando fui chamada por Fernanda Signorini e Kelly Goldoni, disse "sim" no meio da leitura. Identifiquei-me, de imediato.

O que mais a atraiu no livro de Martha Medeiros?
O fato de ser uma obra literária que dispensa qualquer adaptação para o palco. Além disso, interpreto momentos delicados, de transição, nas vidas de seis mulheres.

E como é a sensação de estar sozinha em cena?
Normalmente, conversamos com um colega antes do início da apresentação. Agora, que estou sozinha, torço pela chegada do público para que eu possa começar.

Você estranhou interpretar um texto estruturado no formato de cartas?
Não, porque o texto já traz uma embocadura. De qualquer modo, pedi a Martha que escrevesse uma carta para mim. E eu também escrevi para ela. Mas a minha ficou mais para bilhete. Estou corrigindo até hoje.

Você começou sua carreira nos anos 80. Houve montagens a que assistiu como espectadora que foram marcantes naquele momento e que influenciaram o início de seu percurso artístico?
Sim. Muitos. Lembro especialmente de Fernanda (Montenegro), Renata (Sorrah) e Juliana (Carneiro da Cunha) em As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, de Marieta (Severo) em Aurora da Minha Vida e de Marília (Pêra) em Brincando em Cima Daquilo.

Passados mais de 20 anos, como é olhar para trás e lembrar seu trabalho em Vera, a difícil personagem que a levou a conquistar o Urso de Prata no Festival de Berlim?
Olho com imenso carinho. Vera era uma grande personagem. Um legítimo filme de atriz. Tive essa oportunidade rara no início da carreira. Fui cercada pelos melhores profissionais da área e por um grande diretor de atores, Sergio Toledo.

Quais são seus próximos projetos?
Vou participar de Insensato Coração, próxima novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. E quero encenar Diálogos Sobre a Geleira, de José Sanchis Sinisterra, com direção de Christiane Jatahy e Evaldo Mocarzel documentando os ensaios. (14 anos)

Centro Cultural dos Correios - r. Visconde de Itaboraí, 20, Rio, tel. (21) 2553-1580. Até 24/10

 

   


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