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Um craque por trás das lentes
Bob Wolfenson completa 40 anos de estrada com exposição de fotos e livro em que foge das beldades e mira em metralhadoras e pistolas apreendidas pela polícia de São Paulo. Mais uma guinada radical de quem pretendia ser jogador de futebol na adolescência, mas acabou marcando seus golaços na fotografia

Luciane Angelo Fotos Cleiby Trevisan/Ag.IstoÉ

 

arquivo pessoal

Diante dele, musas como Maitê Proença e Cleo Pires ficaram nuas e sob seu comando. Divas como Luiza Brunet e Gisele Bündchen acatam suas ordens sem questionar. Personalidades do quilate de Chico Buarque, Caetano Veloso e Walter Salles, sem falar em ídolos como Ronaldo e Robinho, revelam facetas até então camufladas. O que o mago Bob Wolfenson tem para conseguir tudo isso com sua câmera? Ele não define, mas o fato é que essa certa "magia" completa 40 anos de atividade. De presente, Bob se deu uma inusitada mostra de fotos no Centro Universitário Maria Antonia, em São Paulo, aberta até o dia 24 do mês que vem. Batizada de Apreensões - que vem casada com o lançamento de um livro homônimo, pela editora Cosac Naify -, a exposição traz 20 fotos com materiais variados, de armas a animais silvestres, confiscados em operações da polícia.

Com tanto talento para a fotografia, fica difícil imaginar que Bob entrou para o mundo das imagens por ofício e não por vocação. Aos 15 anos, com a morte de seu pai, Bob não teve escolha e começou a trabalhar. E qual foi seu primeiro trabalho? Assistente de fotografia em um estúdio. "Foi mais uma contingência do que vocação. Eu não sentia essa vocação. Não queria ser fotógrafo. Não gostava de trabalhar, queria jogar bola como qualquer adolescente", resume. Pois é, Bob - Roberto, na época - sonhava em ser ponta-direita do Santos, seu time do coração. "O colégio me conectou com a arte, mas queria mesmo era ser jogador de futebol. E jogava bem!"

Nada de gramados e descontente com o emprego no estúdio, Bob pediu demissão e, aos 20 anos, se jogou na vida de freelancer. Foi nesse momento que a figura de Sergio Belinky, melhor amigo dos tempos do colégio (leia mais nas páginas 74 e 75), foi fundamental. "Nós fizemos um estúdio no andar de cima da casa da avó dele. Foi aí que o Sergio me deu uma Hasselblad. Antes eu tinha uma Nikon, presente do meu tio. Ali foi a primeira estrutura que eu tive. O fotógrafo Paulo Vainer era meu assistente na época. O Sergio me passava os trabalhos da empresa do pai para eu fazer: fotografava grelhas de arcondicionado, fotos de empresários... O Paulinho me conta até hoje que o primeiro contato que teve com fotografia foi com uma grelha de ar-condicionado", diverte-se.

Bob Wolfenson, em 1972, e nos dias atuais

A hora da virada
Cansado de ganhar pouco e sem perspectivas concretas, Bob apostou suas fichas em uma viagem a Nova York. "Dos 16 aos 28 não aconteceu nada na minha vida. Me achava medíocre, não gostava do meu trabalho. Aí vendi o carro, tudo que eu tinha e fui embora para lá. Essa viagem foi minha salvação. Como oitavas-de-final: perde, volta. Vilão ou herói." E foi mandando cartas de emprego para os principais fotógrafos de moda, que atuavam nos Estados Unidos, que Bob Wolfenson foi chamado pelo lendário fotógrafo de moda Bill King. "Trabalhar durante um ano com Bill mudou minha vida. Tinha acesso a algo que eu idolatrava. É como se alguém chegasse agora e falasse que trabalhou com o Steven Meisel." Ao voltar para o Brasil mais experiente, ele começou a trabalhar como fotógrafo de moda - e não parou mais. E aquele Roberto que sonhava em ser um grande atacante, virou Bob Wolfenson: um craque das lentes, com direito a torcida organizada e tudo.

 

''O colégio me conectou com a arte, mas queria mesmo era ser jogador de futebol. E jogava bem!"
Bob Wolfenson

 

 

 

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