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Paulo Vilhena "Quis passar do meu limite"
O ator se arrisca no terreno do musical em Hedwig e o Centímetro Enfurecido

Daniel Schenker Wajnberg

RODRIGO ESPER/ RACHEL GUEDES/AG.ISTOÉ
Acima, como Hedwig: “Cada um pode se transformar numa alma masculina ou feminina”, diz o ator

A SEXUALIDADE É UM TERRENO PANTANOSO e Paulo Vilhena não teme enfrentá-lo em Hedwig e o Centímetro Enfurecido, musical de John Cameron Mitchell que chega aos palcos sob a direção de Evandro Mesquita. Vilhena e Pierre Baitelli interpretam Hedwig, que, batizado de Hansel, vocalista da banda O Centímetro Enfurecido, em Berlim Oriental, decide fazer uma operação para trocar de sexo. Mas as coisas não saem conforme o planejado. Hedwig conhece Tommy, apaixona-se por ele, que, porém, rouba suas letras. A trajetória do espetáculo nos palcos vem sendo promissora. Estreou em circuito Off-Broadway em 1998 e foi transportado para o cinema pelo próprio Mitchell. Agora chegará à Broadway. O percurso de Paulo Vilhena no teatro também deve ser considerado. Desde que travou parceria com Laís Bodanzky, na montagem de Essa Nossa Juventude, de Kenneth Lonergan, passou a escolher projetos surpreendentes, a exemplo de O Arquiteto e o Imperador da Assíria, de Fernando Arrabal.

O que o motivou a fazer Hedwig?
Quis passar do meu limite. Nunca tinha cantado em cena e ainda não sei executar da melhor maneira. Mas estou me aprimorando. Procuro sair do estado de conforto. Para mim, teatro significa mergulhar fundo e tirar o espectador da inércia.

Partiu de você o projeto da encenação?
Não. Recebi um convite do Evandro Mesquita e do (produtor) Jonas Calmon Klabin. Na verdade, conheci o projeto por meio de Marcelo Laham. Nós trabalhamos juntos na montagem de Os Segredos do Pênis, com direção do Evandro. Seria a oportunidade de voltarmos a contracenar. Mas Laham teve filho e acabou se afastando.

Você acha que existe uma ligação entre os trabalhos que vem realizando no teatro?
O que me move no teatro é a possibilidade de escolher o que e com quem trabalhar. Com Laís, eu não sabia sobre o que era o texto de Essa Nossa Juventude, mas queria estar ao lado dela. E tive a oportunidade de contracenar com atores generosos, como Silvia Lourenço e Gustavo Machado. Em relação a O Arquiteto e o Imperador da Assíria eu queria dizer aquele texto poético, seja na Praça Roosevelt ou no Teatro do Leblon.

Você também já fez Chega de Saudade e As Melhores Coisas do Mundo, filmes dirigidos por Laís Bodanzky. Como é seu relacionamento profissional com ela?
Meu contato com Laís começou em Essa Nossa Juventude. É uma diretora muito sensível no trato com os atores. Ela troca, pede opinião, conquista ao invés de tirar o que precisa do ator. A diferença, no cinema, é que ela é mais exigida no set.

Você teve um encontro decisivo com Paulo Autran, não?
Tivemos alguns encontros. Um deles ficou famoso. Foi quando participamos do programa apresentado por Monica Waldvogel em que ela juntava atores com o mesmo nome, mas de gerações diferentes. Eu e Autran conversamos sobre política, método de trabalho, experiências diversas. Ele era um grande artista e eu, um garoto. O que ficou para mim foi uma lição de como ser um profissional melhor, uma pessoa melhor. Depois, ele foi ver Essa Nossa Juventude. E Raul Cortez também assistiu e me fez elogios incríveis. Na época, disse: “Quem sabe não estaremos um dia juntos no palco”. Seria uma honra. Mas morreu pouco tempo depois. (16 anos)

Teatro das Artes – Shopping da Gávea, r. Marquês de São Vicente, 52, 2º andar, tel. (21) 2540-6004. Até 6/11.

 

 

   


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