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O "Desafinado" de Frank Sinatra
O cantor americano achou sua interpretação de "Off Key" com Tom Jobim muito gay. Reclamou de outras duas canções. E quase conseguiu esconder do mundo essas pérolas gravadas com o maestro brasileiro

Aina Pinto

ARQ. AG. O GLOBO

★★★★★BOSSA NOVA

OUVIR FRANK SINATRA (1915 - 1998) "desafinando" é uma experiência fascinante. Logo no comecinho de "Off Key" (a versão em inglês de "Desafinado"), o cantor faz uma brincadeira como quem erra a melodia. Era 1969 e ele, o maior cantor americano, referência ainda hoje quando o assunto é qualidade vocal, com sua emissão e pronúncia claras, sua inteligência nas interpretações. "Off Key" é ótima, mas Sinatra quase conseguiu que o público ignorasse a existência de sua gravação, impedindo o lançamento do segundo disco feito por ele e Tom Jobim (1927 - 1994), dois anos após o primeiro encontro. Sinatra/Jobim - The Complete Reprise Recordings chega agora ao mercado brasileiro pela Universal Music, com 20 faixas - metade delas, do primeiro, e as outras, do segundo, incluindo três gravações de que o cantor não gostara.
Uma dessas músicas é exatamente "Off Key". O texto do encarte, escrito por Stan Cornyn, executivo da Warner à época, conta que o cantor ficou insatisfeito e diz: "Aqueles dois caras cantando uma música romântica juntos. Não era Sinatra." As outras eram "The Song of the Sabia (Sabiá)" e "Bonita". É difícil entender porque ele não gostou do resultado. Realmente, são muito diferentes do que ele costumava cantar, mas não há defeitos a apontar.

As outras sete canções gravadas foram lançadas posteriormente numa coletânea, Sinatra & Company. No Brasil, chegou a sair um LP (nunca reeditado), Sinatra & Jobim Sessions, também sem elas - mas com "Manhã de Carnaval". Quem vai saber que outros segredos aquelas fitas da gravação guardam?
O que se ouve agora tem valor histórico, tem o peso dos nomes Sinatra e Jobim, tem boa qualidade sonora (em comparação com edições anteriores do primeiro álbum, há destaque para a voz e o violão, mas sem prejuízo dos instrumentos da orquestra regida por Claus Ogerman). Mas o CD é mais que objeto de luxo. O repertório de Tom é irrepreensível. E Sinatra é Sinatra. O que ele faz em "Someone to Light Up My Life (Se Todos Fossem Iguais a Você)" é preciso e sensível. E "Don't Ever Go Away (Por Causa de Você)" é uma das coisas mais bonitas já gravadas por ele. É, sim, um disco histórico, mas com frescor que só as coisas geniais mantêm.

 

 

   


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