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Pela mente de um depravado sexual
A Morte de Bunny Munro desvenda o universo masculino com linguagem gráfica e honestidade chocante

Suzana Uchôa Itiberê

 

★★★ ROMANCE

O cantor australiano Nick Cave mergulha no lado obsceno da psique masculina em sua segunda obra, A Morte de Bunny Munro

O PROTAGONISTA DE A Morte de Bunny Munro (Record, 352 págs., R$ 49,90) só pensa naquilo. E seu criador, o roqueiro australiano Nick Cave, invade a psiquê masculina em um obra lancinante e obscena, que desafia o leitor a segui-lo em uma viagem que beira a psicodelia. Vendedor de cremes para as mãos, Bunny percorre o sul da Inglaterra com sua maleta de produtos “miraculosos” e um insano desejo de adicionar clientes solitárias e carentes à sua lista de conquistas. Esse ciclo vicioso, que envolve sexo, drogas, álcool e tabaco, sofre um baque quando a depressiva mulher dele, Libby, sucumbe às traições e se enforca. O que não significa que a roda pare de girar. O detalhe agora é que o anti-herói tem o filho de 9 anos no banco do carona.

Enquanto o desnorteado Bunny pai segue a rotina do porta a porta, Bunny Jr. espera no carro e lê uma enciclopédia, presente materno e espécie de “cordão umbilical” que não quer se romper. É um cenário desolador. A dor do luto ganha formas monstruosas na visão desse autor que já mostrara intimidade com o tema da morte em suas composições musicais – Cave foi vocalista das bandas The Birthday Party, Grinderman e The Bad Seeds. A melancolia se manifesta em cada linha, mas é o humor negro o combustível dessa narrativa febril, em ritmo de trem desgovernado. É um recurso eficiente como espelho do íntimo dos protagonistas, mas a falta de freio prejudica o desfecho que, um tanto condescendente e moralista, chega aos trancos e barrancos.

 

 

 

   


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