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A história pré-tropicalista
Com quatro músicas inéditas, disco duplo reúne gravações raras feitas por Gilberto Gil antes da explosão nacional de "Domingo no Parque", em festival de 1967

Mauro Ferreira

 

Gilberto Gil em apresentação no início da carreira, em 1965

★★★★ MPB

Fotos ARQUIVO/AG.ISTOÉ
Retirante traz fonogramas de Gil registrados entre 1962 e 1966. Das 31 faixas, 18 são inéditas

O BRASIL CONHECEU Gilberto Gil a partir de 1967, quando o compositor baiano arquitetou com Caetano Veloso a Tropicália, movimento que quebrou a barreira que separava a música “brasileira” do universo pop. A explosão nacional de “Domingo no Parque” no III Festival da Música Popular Brasileira, exibido pela TV Record, sedimentou a carreira de Gil, que lançou naquele ano de 1967 seu primeiro LP, Louvação. Mas o fato é que Gil já vinha tentando se impor na cena musical desde 1962, quando fez suas primeiras gravações na Bahia. Esses registros pré-históricos foram compilados pelo pesquisador Marcelo Fróes no CD duplo Retirante, lançado pelo selo Discobertas. A coletânea reapresenta 31 fonogramas registrados por Gil entre 1962 e 1966. Dezoito eram até então inéditos.

Além de raros, tais registros incluem quatro músicas que permaneceram inéditas até hoje. Nunca lançadas em disco, “A Última Coisa Bonita”, “Me Diga, Moço”, “Retirante” e “Rancho da Boa Vinda” fazem parte das 18 canções gravadas por Gil numa fita demo feita para a editora musical Arlequim, em São Paulo, no ano de 1966. O objetivo era criar um cartão de visitas da obra autoral de Gil para que intérpretes então em evidência, como Elis Regina (1945 – 1982), conhecessem e gravassem as músicas do compositor baiano radicado em São Paulo. Por isso, a fita – gravada por Gil apenas na companhia de seu violão – nunca teve lançamento comercial.

O disco duplo mostra que, na fase seminal de sua obra, Gil já insinuava a influência da Bossa Nova e o apego ao samba que conviviam harmoniosamente com os elementos da música nordestina que moldaram sua formação musical antes da aparição de João Gilberto e da célebre batida diferente de seu violão. Para fãs, Retirante apresenta ainda registros arqueológicos de 1962 e 1963 que, até então, estavam disponíveis somente num CD-bônus encartado na caixa Palco (2002). São os casos da marchinha “Coça Coça, Lacerdinha” e de “Povo Petroleiro”, jingle que exaltava a Petrobras. De autoria de Everaldo Gomes, funcionário da empresa, as duas músicas foram gravadas por Gil com a Orquestra do Maestro Xaxá e lançadas num disco de 78 rotações por minuto de circulação e repercussão restritas à Bahia. O valor é mais documental, pois tal disco de 78 rotações hoje soa meramente exótico por não ter dado a pista do grande e revolucionário artista no qual Gilberto Gil se transformaria cinco anos depois no embalo da explosão tropicalista.

 

 

   


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