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"A vida não tem solução e isso é bom"
Com a língua afiada de sempre, Arnaldo Jabor fala de sua volta ao cinema em A Suprema Felicidade, após hiato de 24 anos sem filmar, comenta sobre as novas relações humanas, monogamia, sua estreia na modernidade do Twitter e, claro, de política

Por Bela Megale e Thaís Botelho



A reestreia no cinema, na direção de seu nono longa, A Suprema Felicidade, tem muitos significados para Arnaldo Jabor. O mais importante deles seria a de se desintoxicar da contaminação que 17 anos como comentarista da vida política brasileira lhe proporcionou. “A vivência nesse meio me fez ficar mais cético, niilista. Deixei de acreditar no poder das palavras para mudar o mundo”, entrega. Jabor quer voltar a acreditar e, para isso, voltou à infância. Ou quase. Apesar de negar ser um filme autobiográfico, ele próprio reconhece no protagonista Paulo, muito do que viveu nos anos 50 no Rio de Janeiro: a primeira namorada, o primeiro sexo e a relação com o pai e o avô. “O Marco Nanini interpreta o avô, um músico que toca na gafieira e leva o menino para a liberdade, para conhecer as alegrias. Meu pai era calado, severo, e meu avô cumpriu bem essa função paterna: me levou para o mundo da esperança”, recorda.

De volta para o futuro, Jabor anda entusiasmado também com um novo Brasil que se descortinou diante dele depois que estreou no microblog Twitter, há uma semana. “Descobri uma sociedade subterrânea no Brasil, debaixo das terras – ou das telas – que eu não conhecia”, diz. Em tempo, seu perfil @realjabor já traz mais de 15 mil seguidores, ávidos por suas opiniões. A entrevista a seguir, aliás, é recheada delas. Vai de monogamia – “Não conheço nenhum homem monógamo a não ser eu (risos)” –, sexo na maturidade – “Sim, já tomei viagra. É a mesma coisa só com um pouco mais de confiança” – e, claro, política e eleições: “Não sabia que o Lula tinha tanto poder, é impressionante. É o maior ator que já vi”.


Em 2004, você nos concedeu uma entrevista dizendo que não pensava em voltar a filmar. Por que mudou de ideia?
Realmente, eu não estava pensando nisso, mas a vontade de voltar a fazer cinema começou a ressurgir de 2007 pra cá. Fazer comentário político no Brasil acaba sendo frustrante, pois as coisas não acontecem literalmente, sabe? É tanta coisa criticável que você se envenena com o material do seu próprio trabalho. Às vezes a vida jornalística traz um nível de veneno que contamina e comecei a ficar meio mal. Aí voltou a vontade de fazer cinema.

 

‘‘O jornalismo traz um nível de veneno que contamina e comecei a ficar meio mal. Aí voltou a vontade de fazer cinema"




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