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Encontro de bambas
Grandes intérpretes e compositores estrelados se reuniram no 21º Prêmio da Música Brasileira, no Rio, em uma grande homenagem à Dona Ivone Lara, a primeira-dama do samba

Camilla Gabriella e Poliana Costa fotos Marcelo Fernandes/ Ag. IstoÉ


No suntuoso palco do Theatro Municipal do Rio quem entrou em cena na quarta-feira 11 foi o samba. Tenores habituais do espaço cederam lugar a sambistas da melhor qualidade na noite do 21° Prêmio da Música Brasileira, cuja grande homenageada é reconhecida como a grande dama do gênero: Dona Ivone Lara. De Cauby Peixoto a Maria Bethânia – passando por Elba Ramalho, Alcione, Erasmo Carlos – inúmeros nomes da música foram reverenciar a cantora e compositora de 89 anos. Mas Zeca Pagodinho foi quem melhor traduziu o objetivo de todos na comemoração. “Ela é praticamente a dona do samba. Vamos festejar”, disse ele, ao passar pelo tapete vermelho estendido nas escadarias do Municipal.

A cerimônia começou com meia hora de atraso, mas em grande estilo. Isso porque a apresentação ficou nas mãos da atriz Débora Bloch, deslumbrante em um look preto da estilista Cris Barros. Assim que abriu a noite, arrancou gargalhadas da plateia: “Estou de pequena sereia”, brincou, ironizando o modelito. O figurino dos convidados foi um número à parte. Alcione, escalada para entregar o troféu ao vencedor da categoria Vale Cantar, surgiu com um vestido longo rosa-chiclete feito especialmente para a ocasião. Já Caetano Veloso relembrou os tempos em que surpreendia com figurinos de vanguarda e apareceu com uma calça estampada de losangos em preto-ebranco, inspirado em um arlequim. Ele ganhou o prêmio de Melhor Cantor na categoria pop/rock/funk/hip-hop. Entre os 35 premiados da noite, Maria Bethânia foi a grande estrela. A cantora saiu do Municipal com dois troféus: na categoria MPB, como Melhor Cantora, e Melhor Disco, por Encanteria. “Fico tímida em participar desses eventos, mas hoje é uma alegria só”, disse a irmã de Caetano.

Daniela Mercury, que ganhou como Melhor Cantora por Voto Popular, foi até o lugar de Bethânia, que era sua concorrente, para lhe dar um beijo. “Tem alegria, espontaneidade”, disse Daniela, que estava fora do País em turnê e desembarcou no Brasil especialmente para a ocasião. “Vim matar a saudade”, completou. Também teve espaço para os pais-corujas. Lenine e Erasmo Carlos torciam pelos filhos João Cavalcanti e Alexandre Pessoal. “Não tenho muito nepotismo, mas torço pelo meu filho”, esclareceu lenine entre sorrisos. Enquanto isso, o tremendão, que barganhou a estatueta de Melhor Disco, por Rock n’Roll, não escondeu sua felicidade em comemorar o momento em família. “trilogia é o grupo do meu filho. É presente do Dia dos pais atrasado”, disse, ao falar sobre o prêmio que o alexandre ganhou por Melhor Grupo, na categoria canção popular.

o ponto alto da noite coube à própria homenageada. sentada em uma cadeira colocada no palco, cantou “sorriso Negro” e emocionou. foi aplaudida de pé. a sambista só foi embora à 1h30 da manhã, falando de sua alegria. “Nossa senhora! Estou rindo à toa (risos). Gostei de tudo. fiquei feliz porque foi uma prova de que ainda estou viva”, disse ela, se despedindo dos bambas que seguiram para o Museu de arte Moderna (MAM), onde a festa ganhou seu último ato.

 

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