- Anuncie
- Assine

   
 
Música // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


Lulu Santos
Lulu Santos lança o segundo Acústico MTV, fala sobre a boa vendagem de seus discos, da fama de hitmaker e conta como a música o encanta desde criança

Gustavo Autran

 

O compositor conta que, quando garoto, época em que tinha uma banda cover dos Beatles, costumava deitar no chão com as caixas de som coladas ao ouvido como se fossem fones

JUNTAR HITS SUFICIENTES para lançar um disco duplo não é para qualquer um. Fazer um outro, também de músicas que são sucesso é coisa que só Lulu Santos poderia fazer. O grande hitmaker do País – é fácil comprovar isso ao notar que em cada um de seus discos há pelo menos uma canção conhecida – Lulu soube construir um repertório de infalível apelo pop, com músicas que não entraram para a lista das “mais tocadas da semana”, mas que fazem parte do repertório do público há décadas. Prova disso é a comoção causada por seus shows. Há dez anos, ele lançou um elogiado CD duplo, do projeto Acústico MTV, que vendeu quase um milhão de cópias. No dia 23 de junho, Lulu fez o seu segundo registro para a série e deu início à turnê de shows antes mesmo do lançamento do CD e do DVD, programado para outubro. “Hoje em dia, não tem problema fazer o show antes de o CD ir para as lojas. É até bom, porque evita o vazamento do repertório para a Internet”, conta o compositor, 57 anos, que apresenta seu novo trabalho aos cariocas nos dias 20 e 21, no Vivo Rio. Abaixo, Lulu dá detalhes sobre a nova turnê, fala sobre seus dotes culinários e sua relação com a moda.

 

“Sempre imaginei a música como um meio de transporte”

Essa é a segunda vez que você participa do projeto Acústico MTV. A primeira foi há dez anos e rendeu um CD duplo com sucessos e cinco inéditas − que acumulou quase um milhão de cópias vendidas. Qual será o diferencial desse novo pacote?
Desta vez, compus uma inédita, “E Tudo Mais”, que norteou toda a ideia do novo trabalho. Depois misturei alguns sucessos que ficaram de fora do primeiro acústico, como “Tudo Azul” e “Adivinha o Quê”, com algumas canções menos conhecidas, a exemplo de “Dinossauro do Rock” e “Brumário”. Mas acho engraçado falar em lado B na era do CD, da música digital e do comércio via internet. Então eu prefiro falar em canções mais obscuras.

Bastante explorado no Brasil, o formato acústico ainda é uma fórmula eficiente de conciliar qualidade artística com êxito comercial?
O formato acústico é a maneira mais eficiente de juntar o show com o disco. Fica muito mais prático o processo, porque não precisa fazer o disco de estúdio e, paralelamente, o show. Eles são praticamente a mesma coisa, a diferença é o tamanho. O DVD terá dezessete faixas e uma hora e 15 de duração. Já o show tem quase duas horas, porque inclui músicas que foram gravadas no primeiro acústico, como “Toda Forma de Amor”. Além de simplificar o processo, as pessoas gostam do formato, o que faz com que ele funcione no ponto de vista do marketing. Ocasionalmente, alcancei a marca de um milhão de cópias vendidas. Mas nunca encarei isso como uma meta ou obrigação.

Você mexeu muito nos arranjos das canções que preenchem o repertório?
Mexemos bastante. “Vale de Lágrimas”, por exemplo, se transformou em um tango. “Tudo Azul” ganhou sotaque de baião e é tocada com zabumba e triângulo. Já “Adivinha o Quê” ganhou um tempero latino, com parte da letra cantada em espanhol por Marina de La Riva. Ressaltamos os instrumentos acústicos e usamos a percussão como costura. Já os cenários dispensam cortinas de leds e parafernálias eletrônicas. São baseados em grafismos e têm inspiração africana.

Aos 12 anos, você já tocava numa banda cover dos Beatles. Hoje é considerado um dos maiores hitmakers do país. O que despertou seu interesse por música?
Sempre imaginei a música como um meio de transporte. Ela sempre me extasiou, desde moleque. Quando eu tinha 12 anos, lembro que ficava deitado no chão da sala com as caixas de meu aparelho de som grudadas nos ouvidos, como se fossem fones.

 

1 | 2 | Próxima >>

   


Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS