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"Ao definir uma família, defino uma multidão"
De passagem pelo Brasil, William Kennedy fala sobre Ironweed, livro com o qual ganhou o Pulitzer

Suzana Uchôa Itiberê

NANCY R. SCHIFT/HULTON ARCHIVE/GETTY IMAGES
O autor americano usa sua cidade natal, Albany, como relexo de seu país

MUITO BEM DISPOSTO para seus 82 anos, o norte-americano William Kennedy se tornou uma das figuras mais queridas da última Flip. O escritor participou da Festa Literária de Paraty com a bela edição da Cosac Naify para Ironweed (272 págs., R$ 55), o romance de 1983 premiado com o Pulitzer e adaptado em 1987 por Hector Babenco, no filme estrelado por Jack Nicholson e Meryl Streep. Kennedy falou à Gente sobre a obra, que integra o Ciclo de Albany, uma série de sete livros ambientada em sua cidade natal.

Como foi a criação do protagonista, Francis Phelan?
Quando o inventei, ele já era um bêbado maluco e grosseiro. Escrevi sua história quando vivia em Porto Rico e nunca foi publicada. Quando comecei O Grande Jogo de Billy Phelan, o protagonista precisava de uma família. Busquei referências na minha, pois Billy é inspirado em um tio meu, mas também voltei àquele antigo livro e resgatei Francis para ser o pai do personagem.

Embora a trama seja ambientada na Grande Depressão, a crise financeira americana dos anos 30, não é a falta de dinheiro que transforma Francis em mendigo, mas o sofrimento.
A vergonha por ter deixado seu bebê cair o deixa tomado pela culpa, a ponto de não conseguir voltar para casa. No fim ele diz: "Não sou nada sem a minha culpa." A culpa o guiou por 22 anos, embora a morte da criança tenha sido acidental.

Escrever sobre a sua cidade é o caminho para retratar a sociedade americana?
No caso de Albany, sim, por ser uma das mais antigas dos Estados Unidos. Tudo o que aconteceu na América nos primeiros três séculos de sua existência se deu em Albany. Muito do que acontece lá é reflexo do que ocorre no país, e, ao definir uma família, defino uma multidão.

Onde busca inspiração?
Não gostava de escrever e detestava textos acadêmicos, mas adoro o estilo jornalístico. Sou um leitor ávido desde os 10 anos e, em algum ponto, passei a acreditar que poderia escrever e viver disso. A leitura de (Ernest) Hemingway, (John) Steinbeck, (Raymonod) Chandler e tantos outros foi fundamental. Aos poucos, abandonei os contos e as histórias policiais e deixei vir à tona o autor sério que sou desde então.

   


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