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"Dá para fazer o melodrama com seriedade"
Atriz, cuja carreia no teatro é marcada pelo humor, investe em uma experiência diferente em O Matador de Santas

Daniel Schenker Wajnberg

JOÃO COTTA/TV GLOBO

O Peru; Tem um Psicanalista na Nossa Cama; Meus Prezados Canalhas. Não há dúvida de que a comédia conta com um lugar de destaque na trajetória teatral de Angela Vieira, ainda que a prioridade ao gênero não tenha sido uma opção. De qualquer maneira, a atriz vem passeando por diferentes registros de humor e a experiência de O Matador de Santas é nova em sua carreira. O espetáculo dirigido por Guilherme Leme a partir de texto de Jô Bilac (dramaturgo dos bem-sucedidos Cachorro!, Rebú e Savana Glacial) traz a atriz interpretando uma personagem melodramática. Jorgina vive com o marido, Baltazar (Tonico Pereira), e a filha, Queridinha (Izabella Bicalho), num pequeno apartamento, e suspeita que seu vizinho (Rafael Sieg) seja um assassino, conhecido como "O Matador de Santas".

Ao longo dos anos, você participou de muitas comédias no teatro. O humor foi uma opção?
Não foi uma escolha. Simplesmente aconteceu dessa forma. Engraçado que tive poucas oportunidades de fazer humor em novelas de televisão.

E como entende o registro de humor em O Matador de Santas?
Jô Bilac propõe uma mistura de gêneros: mescla influências de Samuel Beckett, do romântico renascentista e do melodrama. Ele permite uma viagem a Guilherme (Leme), que é um artista plástico, dono de uma estética bastante apurada.

Você acha que o melodrama sobrevive ainda hoje como gênero? Dá para levá-lo a sério?
Temos bons exemplos de espetáculos realizados a partir do gênero, como Melodrama (da Cia. dos Atores) e A Maldição do Vale Negro (da Caravana Produções), de Caio Fernando Abreu e Luiz Arthur Nunes. É interessante de ver quando levado às últimas consequências. Não cabe sublinhar o humor. E dá para fazer o melodrama com seriedade. Quando bem estruturado, não resulta em déjà vu.

ANDRÉ GARDENBERG
Angela conta que a experiência como bailarina às vezes atrapalha em cena

Você tem formação de bailarina, foi do corpo de baile do Theatro Municipal. Essa experiência influencia no seu trabalho de atriz?
Sim. E, às vezes, me atrapalha. A dança é baseada na repetição, até que o movimento esteja plasmado em você. Quando dançamos, pensamos em criar movimentos agradáveis para quem vê. Em O Matador de Santas, faço um trabalho de corpo direcionado e a bailarina acaba aparecendo de uma forma que não é conveniente. Estou sendo obrigada a empreender uma desconstrução do condicionamento estético.

Como foi participar de Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo, novo filme de Hugo Carvana?
Carvana é símbolo do cinema brasileiro. Queria muito ter participado de Bar Esperança, O Último que Fecha (1983). Naquela época, estava começando minha carreira. Então, quando ele me chamou, aceitei antes mesmo de ler o roteiro. Sonhava em trabalhar com Carvana, do mesmo modo que com Herval Rossano na televisão. E lamentei não ter sido dirigida por Walter Avancini.(16 anos)

Oi Futuro Flamengo - r. Dois de Dezembro, 63, Rio, tel. (21) 3131-3060. Até 10/12.

 

 

   


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