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Além do bambolê e do trapézio
Silvia Machete cresce como cantora no segundo disco e mostra que sua musicalidade é tão boa quanto a performance circense

Mauro Ferreira

JOÃO WAINER
A cantora alterna tons sensuais e carnavalizantes no novo trabalho

★★★★ POP

REVELADA NA CENA CARIOCA em 2006 com a edição de seu primeiro disco, Bomb of Love - Música Safada para Corações Românticos, a cantora Silvia Machete armou quase literalmente um circo ao fazer seu show de estreia. Usando as técnicas circenses aprendidas numa escola de Paris, onde viveu nos anos 90, a artista rodopiou com bambolês e se equilibrou no trapézio enquanto interpretava temas próprios e alheios. A performance acrobática despertou a atenção do público e rendeu o DVD Eu Não Sou Nenhuma Santa, mas ofuscou as habilidades vocais de Silvia. É somente com seu segundo CD, Extravaganza, que a cantora carioca cresce e realmente aparece na cena povoada por diversas vozes femininas.
Com refinada musicalidade, criada pelo guitarrista Fabiano Krieger, Silvia transita por repertório ambientado em climas tropicais e latinos. Mas evita os clichês da latinidade e destila até certa ironia em relação a eles, perceptível na faixa "Tropical Extravaganza", da lavra de Krieger. Acima de rótulos e ironias, o repertório inclui alguns achados. "Noite Torta", tema obscuro de Itamar Assumpção (1949-2003), é o maior deles. A música figura entre as melhores do compositor paulista. Já Erasmo Carlos - dono da Coqueiro Verde, a gravadora que edita Extravaganza - vira parceiro de Silvia na bela canção "Feminino Frágil", cuja letra (feita pela cantora sob melodia de Erasmo) remete à "Mulher", um dos hits do Tremendão.
O clima tropical do disco alterna tons sensuais (como em "O Baixo", da própria Silvia, em evolução como compositora) e carnavalizantes. Entre a folia tropical de "Manjar de Reis" (Jorge Mautner e Nelson Jacobina) e o balanço latino do calypso "Underneath the Mango Tree" (escrito por Monty Nornam para o filme O Satânico Dr. No, da série de James Bond), a intérprete se sai bem ao verter para o português "Como la Cigarra", sensível música do repertório da argentina Mercedes Sosa (1935-2009). Com Extravaganza, Silvia Machete prova que não precisa armar o circo para se impor como cantora.

 

   


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