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Uma dolorosa reflexão sobre o tempo
Suely Franco e Sergio Britto apresentam trabalhos de qualidade em Recordar é Viver

Daniel Schenker Wajnberg

 

★★★ DRAMA

Britto (à frente) e Suely (no fundo) são Alberto e Ana, que buscam no passado um período sem as frustrações do presente

AUTOR DE Recordar é Viver, Hélio Sussekind assume uma postura crítica em relação à nostalgia que move os personagens principais. Alberto e Ana, o casal septuagenário, e Henrique, o filho mais novo, buscam refúgio na evocação de fotos antigas, registros de uma época em que as frustrações não tinham se acumulado. O intuito não é apenas o de se deparar com um passado bem mais luminoso que o presente, mas também investir numa espécie de estratégia para não deixar o tempo passar e enfrentar o inevitável confronto com a morte. O autor revela domínio na construção de seu drama familiar, cabendo apenas questionar as cenas referentes ao processo criativo de Henrique, aspirante a dramaturgo, nas quais traz à tona a figura de Lady Macbeth. Talvez Sussekind devesse desenvolver mais esse plano ou suprimi-lo.

Suely Franco e Sergio Britto interpretam Ana e Alberto com inegável vigor. Ela é contundente nas passagens marcadas por discussões passionais e doce nos instantes em que se deixa embalar pelo passado, enquanto o ator marca o contraste entre a passividade amorosa no elo com o filho mais novo e a raiva diante da argumentação pouco afetuosa do mais velho. Há também os bons trabalhos de Camilo Bevilacqua, como o filho que personifica o padrão do bem-sucedido, e Isabel Cavalcanti, encarregada da namorada que vincula Henrique ao plano real. O diretor Eduardo Tolentino de Araújo valoriza a presença dos atores e a qualidade do texto num espetáculo econômico, adequadamente destituído de trilha sonora (como ocorreu em outra montagem que assinou, centrada no núcleo familiar - Outono e Inverno, de Lars Norén, com Sergio Britto e Suely Franco no elenco) e emoldurado por uma cenografia (de Lola Tolentino) que contextualiza a sala de uma família de classe média sem, porém, enveredar pela ilusão teatral: diante dos espectadores, as paredes do próprio teatro, no palco, permanecem à mostra.
(14 anos)

Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil -
R. Primeiro de Março, 66, Rio, tel. (21) 3808-2007. Até 12/9.

 

 



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