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Livros
A Festa das Letras

Por Bela Megale


Flip se consolida no calendário cultural brasileiro, reunindo público de 20 mil pessoas para falar de literatura

Fotos: Divulgação

EM UM PAÍS ONDE A TIRAGEM média de um livro gira em torno de 3 mil exemplares, é de se espantar que 20 mil brasileiros se desloquem de suas cidades para participar de um evento literário no litoral fluminense. Este é apenas um dos impressionantes números que revelam a consolidação da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, cuja 8ª edição é realizada entre os dias 4 e 8 de agosto. Os 25 autores que participaram da primeira, em 2003, passaram para 39. A Casa da Cultura e Tenda do Telão, que recebem público e convidados, passaram a fazer parte da estrutura que hoje envolve as tendas dos Autores, dos Autógrafos, além da Flipinha (para crianças), a FlipZona (para adolescentes), oficinas literárias e atrações de cinema e teatro. Este ano, entre os autores de destaque, estão Isabel Allende, Peter Burke, Robert Crumb. As estrelas da festa não recebem cachê, mas o orçamento saltou de R$ 4,52 milhões gastos em 2006 para R$ 6,3 milhões este ano. A festa movimenta indiretamente R$ 4,76 milhões na economia de Paraty, garantindo a ocupação máxima dos hotéis. Em entrevista à Gente, o diretor de programação do evento, Flávio Moura, conta como transformar literatura em festa.


A pluralidade da programação é um fator que facilita ou dificulta seu trabalho?
Facilita, por abrir campos de atuação. Poder dialogar com quadrinhos, música, cinema, história, filosofia e sociologia amplia as possibilidades.


Acredita que a participação do Chico Buarque na primeira edição foi decisiva para a projeção da Flip, devido à popularidade dele?
Ele foi um entre vários outros que estiveram em Paraty nos primeiros anos da Flip, como Paul Auster, Caetano Veloso e muitos artistas. Chico trouxe atenção para o festival, mas não apenas ele.

Foto: Walter Craveiro

Consegue separar seu gosto pessoal das suas escolhas?
O que me guia são parâmetros de qualidade. Há autores mais aceitos pelo meu gosto pessoal, porém isso não interfere em minhas escolhas. Pensamos sempre no público.


Que público é esse?
O público que lê livros, acompanha cultura, que é adepto dos cadernos e revistas de cultura. Por hora, falamos de 20 mil pessoas, mas espero que mais gente se enquadre nesse perfil. Ainda temos um eleitorado pequeno.


Por que os destaques são os autores internacionais?
Na verdade, há um equilíbrio. Temos a preocupação de trazer nomes internacionais para abordar discussões entre a literatura brasileira e a mundial, mas também contemplamos o que é produzido aqui.


Como foi preparar a homenagem a Saramago, já que a programação estava fechada quando ele faleceu?
Conversei com o diretor do filme José & Pilar (sobre o escritor e a mulher dele), o Miguel Gonçalves Mendes, que fez uma edição de meia hora para apresentar na Flip. Ele topou falar e achamos que valeria a pena incluir na programação.

 

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