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Sergio Mendes
Em momento de revalorização de sua obra, o compositor lança Bom Tempo, fala da associação ao hip-hop e da visão estrangeira sobre a música nacional

Mauro Ferreira

 

Fotos DIVULGAÇÃO
Mendes diz que incorporar o hip-hop a suas músicas, a partir de 2006, foi um marco na carreira


Fotos DIVULGAÇÃO

“É difícil pensar no Brasil sem pensar num país tropical”

A CAPA DE Bom Tempo, novo álbum de Sergio Mendes recém-lançado no Brasil com um CD-bônus de remixes, traz imagens tropicais que costumam ser associadas por estrangeiros ao País. Se há quem questione esse olhar estereotipado, Mendes não vê problemas nisso, tanto que o disco segue a linha que tem dado certo desde os anos 60, quando ele estourou nos Estados Unidos com sua versão de “Mas que Nada”, música da safra inicial de Jorge Ben Jor. Gravado com participações da mulher, Gracinha Leporace, de Milton Nascimento, Carlinhos Brown e Seu Jorge, entre outros nomes nacionais e estrangeiros, Bom Tempo chega às lojas num momento de revalorização do compositor. Ele voltou com força às paradas em 2006 com o álbum Timeless, em que se associou ao rapper will.i.am (Black Eyed Peas) para cruzar informações do universo do hip hop com os elementos tropicais que identificam a música brasileira no Exterior. Já caminhando para os 70 anos, a serem completados em fevereiro, o artista nascido em Niterói (RJ) conversou com Gente sobre o novo álbum.

Como conceitua Bom Tempo em sua discografia, que já contabiliza mais de 35 álbuns?
É um trabalho que contém clássicos do cancioneiro brasileiro re-interpretados de uma maneira contemporânea e dançante. E, como sempre, eu homenageio nossos grandes compositores (na regravação de “Emoriô”, Mendes saúda Tom Jobim, Gilberto Gil e João Donato).

O que mudou em sua discografia a partir de Timeless, o álbum de 2006 que lhe deu projeção especial nesta década?
Timeless foi um marco no meu percurso musical, em que, com a parceria e coprodução de will.i.am, eu comecei a incorporar novos elementos à minha música, como o hip-hop. Foi uma janela importante para diferentes colaborações e reinterpretações de canções, já famosas na sua maioria, mas que tiveram uma roupagem totalmente diferente e nova.

O rap está presente em Bom Tempo como estava em Timeless. Para a música brasileira ser absorvida nos Estados Unidos, fora do circuito da bossa nova, ela precisa vir associada ao rap?
Não necessariamente. O mais importante é poder apresentar a canção e os arranjos de várias maneiras. O hip-hop, hoje em dia, é uma realidade mundial.

Qual a visão estrangeira da música brasileira hoje? O que mudou na comparação com a visão dos anos 60?
Como eu viajo pelo mundo, posso notar que, nos lugares por onde passo, a reação é sempre muito positiva. Desde os anos 60, o mundo mudou muito, mas as grandes canções permanecem para sempre.

A capa de Bom Tempo expõe imagens tropicais recorrentes em projetos estrangeiros de música brasileira. Elas ainda são necessárias para traduzir o Brasil no Exterior?
A capa foi feita por um casal de jovens – ele, alemão e ela, japonesa. É muito difícil pensar no Brasil sem pensar num “País Tropical” (Mendes regrava a música homônima de Jorge Ben Jor no disco).

Dos novos artistas brasileiros, quais os que têm mais chance de estourar nos Estados Unidos?
Não é possível, pra mim, responder a essa pergunta. O que eu acho é que o Brasil sempre teve e terá grandes talentos musicais, com enorme potencial de sucesso no mundo inteiro.

 



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