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Música
"A salvação do CD é ser objeto de luxo"

Por Mauro Ferreira

Fotos: Divulgação

 

 

Depois de sete anos, Moska lança dois discos, Muito e Pouco, diz estar se despedindo do formato CD e conta como os filhos inspiraram novas canções

MOSKA ESTÁ LANÇANDO DOIS DISCOS simultâneos, Muito e Pouco, e há pouco estreou turnê nacional. Mas vai interromper a agenda de shows para entrar em recesso e esperar com calma o nascimento de Valentim, previsto para vir ao mundo em 15 de agosto. O segundo filho do cantor o inspirou a escrever “Semicoisas”, uma faixa do projeto duplo que traz Moska de volta ao mercado fonográfico, sete anos depois de Tudo Novo de Novo, seu último disco de inéditas. O pai de Antonio, 13 anos, e apresentador do programa Zoombido, exibido pelo Canal Brasil, conversou com Gente sobre esse trabalho marcado por conexões com artistas sul-americanos.

 

 

Por que você decidiu lançar dois discos de uma vez no momento em que o próprio mercado questiona o formato CD?
Talvez seja uma despedida minha do formato. Fiquei sete anos sem lançar um disco de inéditas por conta do Zoombido, que me toma muito tempo, mas nunca parei de compor. Estava com cerca de 30 músicas. Quando vi, tinha dois discos, um mais frugal, o Pouco, e o outro que se transformou no Muito. E a (gravadora) Biscoito Fino topou a ideia dos dois discos, embalar os discos numa caixa, com dois libretos. Isso seduz muito o artista. Estou cada vez mais internético, mas procuro fazer do CD um objeto artístico. A única salvação do CD no mercado é ele ser interessante como objeto. Um objeto de luxo.


Nos discos, há Bajofondo, música do chileno Nano Stern, do americano- argentino Kevin Johansen, faixas gravadas na casa do argentino Pedro Aznar. Como você, que apresentou o uruguaio Jorge Drexler ao Brasil, fez essas conexões latino-americanas?
Recebi de uma fã uruguaia um CD pirata com uma compilação do Drexler. Gostei do que ouvi, entrei em contato com ele e, desde então, começamos uma amizade. Ele me apresentou ao Kevin (Johansen). Nós formamos uma espécie de “trio Mercosul”. Somos três violeiros, cantadores de nossas próprias canções, compositores que dão atenção especial às letras. Nano Stern foi quem abriu um show que fiz com o Drexler no Chile. Já o Aznar, eu conheço há dez anos. É uma corrente que foi se formando. Sou visto como um brasileiro que virou de frente para a América Latina, uma espécie de embaixador, já que o Brasil costumar dar as costas para esses países.


Você regrava, nestes dois discos, músicas lançadas nas vozes de intérpretes como Maria Bethânia, Maria Rita e Zélia Duncan. Sentiu medo das comparações?
Nada disso. Nunca tenho a pretensão de fazer uma gravação melhor do que a de ninguém. As músicas são minhas. As minhas interpretações são autorais. E estou descobrindo que não sou nada. Não sou intérprete, não sou fotógrafo, não sou apresentador de tevê, não sou músico. Sou um compositor. E compor para mim significa juntar coisas com olhar estético. Eu me atrevo a fazer coisas. Sou um artista contemporâneo, já sem a pretensão adolescente de ser o mais tocado, de ter o disco mais vendido.

 

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