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Política
Muito além do Jardim Botânico
Aos 89 anos, Lily Marinho abre as portas da lendária mansão no Cosme Velho, onde viveu 14 anos com Roberto Marinho, para receber Dilma Rousseff e diz achar que a petista está pronta para governar

Camilla Gabriella Fotos Daniela Dacorso/Ag.IstoÉ

 


“É uma mulher muito elegante, simpática e desembaraçada” comentou a anfitriã, sobre Dilma

DILMA ROUSSEFF, QUEM DIRIA, foi parar no Cosme Velho. A mansão de três mil metros quadrados da família Marinho no bairro carioca, que já abrigou festas e reuniões memoráveis de presidentes, artistas e intelectuais, voltou a ser palco de um encontro político. Desta vez, Lily Marinho, 89 anos, viúva do jornalista Roberto Marinho, abriu as portas do casarão, na sexta-feira 9, para um almoço em homenagem à candidata do PT à Presidência da República. A petista foi recebida com honras e reverência pela anfitriã e mais 47 mulheres do jet set carioca, algo inimaginável até algumas décadas atrás. Antes de eleito, o presidente Lula nunca esteve na lendária mansão. Roberto Marinho o recebeu em seu escritório apenas. Lula entrou pela primeira vez na casa durante o velório do dono da Rede Globo, em 2003.

Dilma passou três horas conversando, ouvindo música, almoçando e, claro, falando de política. Entre as convidadas escolhidas por dona Lily estavam a produtora de cinema Lucy Barreto, a estilista Lenny Niemeyer e a socialite Carmem Mayrink Veiga. Gentil, a anfitriã elogiou a candidata: “Não entendo de política, não sou política. Mas ela é muito bonita, melhor ainda pessoalmente do que em fotografia. É uma mulher muito elegante, simpática e desembaraçada. Está pronta para governar o Brasil”, comentou. Dilma aproveitou a oportunidade e também deu seu recado. Após o almoço, fez um discurso de 30 minutos e foi ouvida atentamente por cada uma das convidadas e aplaudida por todas ao afirmar que está preparada para ser presidente do Brasil.

A escritora Nélida Piñon

Assim que chegavam à mansão, as convidadas eram acomodadas no salão principal da casa. Ao lado de dona Lily – sentada em uma cadeira de rodas, pois ainda se recupera de uma queda ocorrida há três meses – Dilma cumprimentava uma por uma. O pianista Vicente Quintella tocava composições de Tom Jobim e Pixinguinha. O encontro começou às 13h e às 14h em ponto, o almoço, preparado pelo chef Claude Troisgros, foi servido. No menu, tartar de salmão com maçã e erva-doce, filé de cherne com banana caramelizada e purê de batata, com molho de passas e urucum. De sobremesa, crepesuflês de maracujá. Assim que a refeição terminou, dona Lily pediu a atenção de todas e fez um discurso ressaltando a importância da democracia e a oportunidade de ouvir um candidato sem interferências. Ainda relembrou, emocionada, do marido, morto há sete anos. “Dedico este evento ao meu amado Roberto, de quem sinto tanta falta, um homem de posições firmes e conhecidas, mas que jamais se absteve de conviver com as diferentes experiências. Ele sempre prestigiou a enriquecedora troca de experiências e de conhecimento, que resulta da convivência dos contrários”, disse. Dona Lily ainda elogiou o presidente Lula. “Tenho gostado muito do Lula. Ele é muito inteligente. Nesses oito anos, ele conseguiu se fazer aparecer na Europa, nos Estados Unidos, e sabe falar ao povo. Ele é formidável.”

 

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