- Anuncie
- Assine

 
 
 
Paulo Borges // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


Encontro com os presidenciáveis: Dilma Rousseff, candidata do PT
Os valores culturais e a imagem do Brasil no Exterior foram temas discutidos durante a conversa com a candidata à Presidência, em São Paulo

NO SEGUNDO ENCONTRO com os presidenciáveis, desta vez com a candidata do PT, Dilma Rousseff, conversamos sobre como a moda entrará no plano de metas, qual será o apoio do governo para as pequenas empresas do setor. E a base de tudo isso será a possibilidade de financiamentos, segundo a candidata. E mais, para valorizar a criação nacional, ela dispara: "Caso seja eleita, pretendo usar marcas brasileiras e não ficar encantada com as estrangeiras." Na semana que vem, teremos a terceira entrevista da série com o candidato do PSDB, José Serra. Confira agora como foi o encontro com Dilma Rousseff.

Paulo Borges: Quais estratégias estão sendo consideradas no seu plano de governo para fortalecer a imagem do País. Qual a marca Brasil?

Dilma Rousseff: Hoje o Brasil passa por um momento diferente. Nós temos uma imagem que reflete a nossa identidade, nossas conquistas. O governo do presidente Lula instituiu um novo momento justamente porque ele trata essa questão do povo brasileiro, das condições de vida do povo brasileiro. Acho que é importante primeiro este lado. O segundo lado que não podemos abandonar é a nossa biodiversidade e temos uma imensa diversidade cultural. Cada vez mais aparece no Brasil essa consciência de que o Brasil é um país diverso.

O Brasil não pode mais ter vergonha ou menosprezar essa diversidade. E a nossa alegria é única. De fato somos alegres, não somos um país deprimido, não temos por que esconder isso. Um sol dourado impede de sermos deprimidos. Temos essa capacidade de brincar, coisa meio lúdica que se manifesta no futebol. A gente hoje é capaz de agregar várias percepções do Brasil. Mas, sobretudo, para ter uma imagem no Exterior a gente tem que construir uma imagem aqui dentro.

PB: A palavra de ordem é inovação. Como a sra. pensa em fomentar a indústria da moda considerando suas particularidades e as dificuldades de financiamento.

DR: Algumas coisas têm que ser combinadas. Para formalização dessas empresas a desoneração tributária é muito importante. O Supersimples é um passo. Acredito que para fazer financiamento tem que utilizar todas as instituições que atuam nessa área. Como o caso do BNDES, para longo prazo e inovação, e Banco de Brasil e Caixa Econômica, para capital de giro. A questão é ter canais. Tem de legitimar o financiamento para a moda e só pode ser através dos canais onde está o dinheiro e, pouco a pouco, o setor privado e o financeiro vão perceber que uma pequena empresa pode ser um negócio extremamente lucrativo.

Dilma em conversa com Paulo Borges em São Paulo

''Temos que parar com essa mania de que tudo que vem de fora é melhor e acho que começamos a mudar. A alma do povo é a cultura do País'' Dilma Rousseff

PB: Estaria focado em quê um novo Ministério para Pequenas e Médias empresas?

DR: Em várias coisas. Ele tem de ter política específica de financiamento, de inovação e tem de construir e alimentar as melhores práticas e processos inovadores. É uma política de pequena e média empresa e engatinhamos nesse sentido. Não imaginamos o potencial. O pior de tudo é a sobrevivência. Não há taxa elevada de vida para empresas de pequeno porte e me disseram, durante um fórum, que é porque não tinham acesso a financiamento.

PB: Como a sra. pensa em ajudar a construir marcas e mercados além das fronteiras nacionais?

DR: O governo hoje tem uma estratégia clara de comercializar os produtos brasileiros. Se eleita seria, como o presidente Lula, uma espécie de caixeiro viajante. Incluse, pretendo usar marcas brasileiras e não ficar encantada com as estrangeiras.

PB: Como a sra. pensa nesse setor, que pode ser um parceiro de grande transformação, e como podemos trabalhar juntos?

DR: Temos que parar com essa mania de que tudo que vem de fora é melhor e acho que começamos a mudar. O Brasil ergueu a cabeça, está com elevada autoestima, autoconfiança e tudo isso contribui para um momento em que nós temos de valorizar o nosso. A alma do povo é a cultura do País. A moda entra dentro dessa questão de valorizar a criação brasileira. A moda vai fazer diferença, vamos ser centros tão importantes como são os centros europeus hoje. O SPFW é um evento que muda as condições de fazer moda no Brasil. Torna visível para nós e para o mundo que existe moda brasileira boa e de qualidade sendo feita aqui.

 



Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS