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Livros
Viagem fantástica de Gabriel García Márquez

Por Bela Megale


Gabo em seu escritório: pose de estadista combina com o gosto pelo poder

 

De menino tímido a mito literário, a trajetória do autor colombiano vira livro que relaciona fatos reais ao mundo ficcional criado por ele

 

Trecho sobre Cem Anos de Solidão

“Uma vez, ainda quando o menino era muito pequeno, o velho (o avô) o levou (...) para ver um peixe congelado. Muitos anos mais tarde, García Márquez relembraria: “Eu o toquei e senti como se ele estivesse me queimando. Precisei de gelo na primeira sentença (de Cem Anos de Solidão) porque na cidade mais quente do mundo, o gelo é mágico. Se ela não fosse quente, o livro não teria funcionado.”


AS 816 PÁGINAS DE Gabriel García Márquez, Uma Vida (Ediouro, R$ 89,90) dão toda propriedade ao autor, o inglês Gerald Martin, de se autonomear referência mundial no que diz respeito à história do escritor colombiano. O “título” é confirmado pelo próprio García Márquez, que disse em uma entrevista que toda personalidade deveria ter um biógrafo inglês. Porém, o calhamaço de páginas, um resumo dos 17 anos de pesquisa e 300 entrevistas, exige mais do que paciência, uma certa paixão do leitor por Gabo, porque há capítulos cansativos e sem contribuições reais que joguem luz à história do escritor.


O livro cresce quando revela detalhes que fizeram um menino tímido e solitário da pequena cidade de Aracataca se transformar em mito literário. Sem esconder a sua relação de fã com o biografado, Martin mostra como fatos e pessoas reais da vida de García Márquez se converteram em elementos fantásticos e personagens de sua obra. O gosto de Gabo pelo poder, e de ser visto como figura de influência universal, ficam evidentes na sua aproximação com líderes esquerdistas, como o amigo Fidel Castro, ainda que tal relação não seja explorada com profundidade pelo biógrafo. Contudo, à luz de suas informações, livros como O Amor nos Tempos do Cólera e Cem Anos de Solidão ganham conotações pessoais. O capítulo 15 fala do processo de criação do clássico global protagonizado pela família Buendía. Para o deleite dos leitores de García Marquez, Martin faz incontáveis referências à obra que rendeu ao colombiano a consagração internacional em 1967, reafirmada em 1982, quando ganhou o Prêmio Nobel de literatura.

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