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Sou Pop por que sou feliz
No ar como um médico do seriado SOS Emergência, NEY LATORRACA diz que seu nome já virou marca no showbiz e, aos 65 anos, revela que pensa em adotar uma criança

Poliana Costa / Fotos: Daniela Dacorso / Ag. IstoÉ

O ator na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, onde caminha oito quilômetros diariamente

BARBOSA, QUEQUÉ, VAMPIRO VLAD. Esses são apenas alguns dos inúmeros tipos divertidos e inesquecíveis encarnados por Ney Latorraca em 46 anos de carreira. O ator, que fez parte do afiadíssimo time da sempre saudosa TV Pirata, nos anos 80, e dividiu o palco com Marco Nanini na peça O Mistério de Irma Vap, que detém o recorde de mais longo espetáculo em cartaz no teatro brasileiro segundo o Guinness Book – 11 anos – tem a ironia como marca registrada. E Ney está de volta à tevê no seriado SOS Emergência, da Globo, em que interpreta o médico Solano. E olha a ironia aí mais uma vez: Ney é um declarado hipocondríaco, que já quis ser internado por causa de uma unha malcortada. Em entrevista à Gente, o ator fala sobre essa sua característica, recorda a infância pobre e conta que já se deslumbrou com o glamour da tevê, mas “o momento bobeira passou rápido”. Hoje, aos 65 anos, esse paulista natural de Santos, que adotou o Rio de Janeiro, mistura autoconfiança – irônica, claro – com uma atitude pé no chão. “Não sou um “ator-busto” que acredita que o Brasil é Hollywood”, declara.


Seus pais eram crooners de cassinos e, por isso, quando criança, você não tinha moradia certa. Como foi sua infância?
Lembro que meus colegas de escola ficavam loucos pra saber como era ser filho de artistas. Foi uma infância completamente diferente das outras crianças, mas sempre me senti um eleito. Tive pais que souberam me dar, dentro da pobreza, os pilares da minha formação: caráter, generosidade e a sabedoria de levar a vida com muito humor. Minhas lembranças mais marcantes são não poder comprar cachorro-quente na cantina do colégio e andar de graça na escada rolante da Sears, no Rio.

Estreou como ator aos 6 anos, na rádio Record. Como foi crescer no meio artístico?
Crescer no meio artístico não é nenhum bicho papão. A classe artística é uma das mais dignas e de altos valores, principalmente caráter. Somos um ótimo reflexo, não roubamos emoções e doamos sentimento.

Com um grupo de amigos da escola, na juventude você formou um conjunto que fazia animação de bailes. Como foi essa experiência?
O conjunto se chamava Eldorado. Eu era o cantor e exigia que, quando eu cantasse, todos tinha que parar de dançar para me ouvir. Um chato!

O público o vê como um amigo íntimo. Até que ponto isso te agrada ou te incomoda?
O público me vê como um amigo íntimo porque eu sou popular, não sou um ator-busto e que acredita que o Brasil é Hollywood. Sou pop porque sou feliz. Alguns se dizem tímidos, mas é desculpa. Eles acreditam que estão em outro patamar.

 

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