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Cinema
Oliver Stone e sua visão ingênua dos líderes de esquerda

Suzana Uchôa Itiberê

 

Fotos: Divulgação
Evo Moralez, o presidente boliviano, durante as filmagens. À esq., o cineasta e Hugo Chávez, a grande estrela do filme

Em Ao Sul da Fronteira, cineasta idolatra Hugo Chávez e os governos latino-americanos


Fotos: Divulgação


O DIRETOR OLIVER STONE deveria ter dado entrevista coletiva em evento realizado na segunda-feira 31, em São Paulo. Mas chegou ao País sem visto de entrada, foi barrado no aeroporto de Cumbica e, horas depois, liberado como “desembarque condicional”, mas já sem tempo para debater com jornalistas. Nem na fotografada reunião com Dilma Rousseff ele falou à imprensa. Fica então a questão: como um cineasta premiado por filmes contundentes como Platoon e Nascido em 4 de Julho pode se contentar com um documentário limitado como Ao Sul da Fronteira? Ele já havia externado seus ideais políticos ao relatar seu encontro com Fidel Castro em Comandante, mas a abordagem do avanço das forças de esquerda na América Latina é de uma ingenuidade curiosa.

Stone prega a tese de que, nas décadas anteriores, os líderes latino-americanos serviram aos interesses dos Estados Unidos, que tinham o amparo do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da mídia, a qual acusa de ser complacente com o imperialismo personificado pela figura do então presidente George W. Bush. É uma visão pertinente, com certeza, mas examinada com preguiça. Stone teve acesso sem precedentes às cúpulas de governo. Conversou com Lula, falou de sapatos com a argentina Cristina Kirchner e arrancou comentários astutos do cubano Raul Castro. Mas a grande estrela é Hugo Chávez. A admiração pelo presidente venezuelano é tão ardente que comprometeu seu bom senso. Ouvir a oposição ou o povo? Sem chance. Sua opinião é válida, mas tem cara de propaganda política. (Classificação indicativa: a conferir)

 

 

 



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