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Ensaio
Maria minha Rita
Como em todos os grandes encontros da minha vida, o destino me colocou em frente à menina que eu vi crescer e que se transformou numa grande estrela

Paulo Borges / fotos Vicente de Paulo

Para mim, a vida é feita de encontros. E a nossa história construída pela soma desses encontros. Muitos atribuem a isso o nome de destino, outros de sorte. Aprendi há muito que, na vida, a cada segundo, somos provocados para definirmos, nós mesmos, o nosso destino, ou a nossa sorte, ou seja, construir com as próprias mãos e decisões, de forma consciente (e muitas vezes inconsciente), o nosso roteiro de vida, a nossa biografia, a nossa história ou, simplesmente, o nosso destino.

Então, assumo aqui, a responsabilidade em afirmar que tudo o que tenho, e o que não tenho, devo às minhas decisões, ou seja, a mim mesmo.

Guardo no meu coração e na minha memória todos os momentos que desfrutei ao lado de uma jovem mulher, sendo jogada aos leões (me incluo como sendo um deles) por aquilo que trazia, pelo talento que desabrochava, pela memória que fazia acender em milhões a saudade de uma das maiores artistas que o Brasil e o mundo já conheceram.

Pela necessidade e vontade do novo! Do sonoro que alimenta nossas almas cantantes brasileiras! Por apreciar a arte e o pop como poucos no mundo!

Tenho o privilégio de guardar com os mais íntimos dos meus segredos, tudo o que vivi em camarins, provas de roupa, conversas íntimas, ou mesmo desencanadas, em uma centena de shows que acompanhei desde sua estreia; momentos de felicidade e angústia (não se torna uma estrela gratuitamente, o preço cobrado é sempre alto), pressão de todos os lados, demanda de todas as direções. Foi o ano de lançamento do seu primeiro CD e eu era responsável pelo seu figurino, e, consequentemente, pela sua imagem no palco.

Da coxia, da plateia, do camarim, por todos os ângulos, eu vi, assisti, e sempre me encantei e me emocionei. Com Maria Rita. Uma artista, uma estrela! Dessas que o destino já tinha reservado a forma, o tamanho e a dimensão.

Impossível não voltar no tempo, e me lembrar dela quase um bebê, uma criança, que, pela simples existência, fazia sua mãe se emocionar ao falar do seu futuro. Esses momentos eu acompanhava de longe, pela televisão, como tantos brasileiros e fãs de Elis Regina. Como falar de futuro não é mesmo? Como prever o futuro?

O futuro se faz ao assumirmos a nossa condição viva na terra. E é isto que ela agarrou com toda força, vida e coragem. Com toda atenção que o mundo colocava sobre o menor dos seus gestos, por uma única palavra ou frase transformada em música.

 

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